A aflição por não saber o que fazer com crianças superdotadas fez Jane Sprenger Bodnar iniciar, junto de outros pais, a Associação Curitibana de Apoio a Superdotação/Altas Habilidades (Acasah). Com um ano de existência, a instituição ainda não tem sede, mas reuni algumas pessoas no Instituto de Educação, onde, informalmente, são realizados encaminhamentos das crianças para psicólogos e para outros profissionais capacitados.
''Enquanto esperávamos nossos filhos, conversávamos. Víamos o lado de cada pai e mãe e não nos sentíamos sozinhos'', contou Jane, que tem uma filha de 14 anos com altas habilidades em linguística e arte. Destes encontros casuais, a Associação começou o trabalho e hoje já cataloga todas as pessoas que têm ligação com o tema.
Para a psicóloga Laura Ceretto, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), as crianças com altas habilidades, de um modo geral, têm o comportamento diferenciado. ''São crianças muito curiosas que, às vezes, acabam sendo mal interpretadas na escola. O professor precisa estar sempre bem atento'', explicou a psicóloga.
De acordo com Laura, quando o potencial da criança superdotada não é estimulado, pode atrofiar. ''O superdotado pode passar a vida inteira sem saber que é um'', contou. A psicóloga ainda lembra que muitos pais se iludem com a possibilidade de ter uma criança prodígio. ''Antes de qualquer título, tem que tratar o filho como uma criança. Muitos pais se iludem. Há famílias que conduzem muito bem'', afirmou.
Sobre as escolas particulares, a especialista lembra que os pais têm mais recursos e, muitas vezes, acabam não percebendo as características porque seus filhos já realizam diversas atividades extracurriculares. ''Há escolas particulares com grau maior de exigência. Então, muitas não percebem quando têm um aluno assim'', explicou. (D.R.)

Serviço:
Informações sobre Acasah pelo 3013-7842 ou no e-mail [email protected]
Informações sobre a Sala de Recursos do Instituto de Educação pelo e-mail [email protected]

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