O câmbio apreciado fez com que os produtores paranaenses antecipassem a venda da soja que ainda está sendo plantada. Segundo o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria do Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Francisco Simioni, um quarto da safra 2015/16 já tinha sido comercializado no início de outubro. Na mesma época do ano passado, somente 5% tinham sido vendidos. "O momento é bom. R$ 70 reais (a saca da soja) é um preço excelente", declara.
Independentemente das incertezas internas e externas, Simioni não acredita em um cenário ruim para o agronegócio brasileiro no futuro próximo. "O Brasil é o grande celeiro do mundo. Aumentamos a produção de forma vertical, sem agressividade ao meio ambiente. Isso é colírio aos olhos do mundo", afirma.
O produtor Matias Knoor, associado da Cooperativa Integrada, está satisfeito com o andamento da safra que começou a plantar dia 2 de outubro. Ele comprou insumos antes da disparada do dólar e já vendeu 30% da produção com a cotação de R$ 4. Foram vários contratos futuros em cotações de R$ 63 e R$ 73 a saca. "A gente vai vendendo aos poucos. Se o dólar se mantiver nesse patamar, será muito bom", declara. Quando concedeu entrevista à FOLHA, ele estava disposto a vender mais 20% da produção, caso alguém pagasse R$ 73.
Questionado sobre o porquê de não vender uma porcentagem ainda maior dos grãos antecipadamente, ele afirma ser muito arriscado. "Vai que dá uma seca." Outro motivo é que o produtor tem esperança de o dólar subir ainda mais. "E se acontecer de chegar a R$ 5?" (N.B.)

Imagem ilustrativa da imagem Produtores antecipam comercialização
| Foto: Anderson Coelho
O produtor Matias Knoor já vendeu 30% da produção e tem esperança de que o dólar suba ainda mais
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