Produtividade e menor custo de produção
O uso do lodo de esgoto representou, na safra passada, um incremento médio de 35% na produtividade de lavouras de milho, feijão e soja. E, por outro lado, reduziu de 15% a 18% os custos de produção, já que o material é oferecido, gratuitamente, para cerca de 140 agricultores (80% deles familiares) da Região Metropolitana de Curitiba.
A informação é do coordenador do projeto na Emater, Benno Henrique Weigert Doedzer. Segundo ele, o lodo fornece nutrientes, que tornam o solo rico para o plantio, além de nitrogênio, que corrige o pH e reduz de 30% a 50% a necessidade de aplicação de fósforo e potássio. Por isso, o custo de produção é menor.
Na Grande Curitiba, o lodo vem sendo usado em lavouras de milho, feijão e soja e, também, em pomares de pêssego e ameixa, nos municípios de São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Araucária, Contenda, Balsa Nova e Campo Largo. Segundo Doedzer, o material é usado, ainda, para adubação verde de inverno. Já foram distribuídas cerca de 70 mil toneladas do resíduo.
Doedzer explicou que a utilização do lodo se dá a partir de recomendação agronômica para cada área e é feita em conjunto com outros programas da Emater como o de manejo e conservação do solo. Os produtores beneficiados fazem parte de um cadastro georreferenciado para monitoramento das áreas e avaliação dos resultados. Em algumas propriedades, o aumento de produção chegou a 80%.
Segundo o agrônomo, a Emater tem se preocupado em não repetir as áreas de aplicação para dar oportunidade a outros produtores de experimentarem o insumo. Outra restrição é que o efeito corretivo proporcionado pelo lodo no solo dura de dois a quatro anos, por isso, não há razão para repetir o uso do material em safras seguidas.
Ainda de acordo com Doedzer, há preocupação em limitar o uso do lodo de esgoto em áreas de mananciais e em culturas de contato direto ou de consumo primário, como hortaliças.
Mesmo usando o lodo gerado em todas as estações de tratamento de esgoto da Sanepar no Estado, o volume de material seria suficiente para atingir apenas 0,5% da área agriculturável do Estado, que tem perto de 4 milhões de hectares.®MD77¯(A.L.)®MDNM¯





