Produção do Lepemc cresce 20% ao ano
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terça-feira, 06 de abril de 1999
Marcos Zanatta 
O Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Medicamentos e Cosméticos (Lepemc), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), está alcançando um aumento de 20% anual na produção. No ano passado foram 700 mil frascos e 10 milhões de comprimidos, a maior parte comercializados para a Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar), que abastece o programa Farmácia Básica. O excedente é colocado direto para municípios de todo o Estado. O Lepemc produz cinco itens e desenvolve pesquisa para colocar mais três medicamentos no mercado.
A grande vantagem para a universidade, explica a coordenadora e responsável técnica do laboratório, Sóstenes Rosa Valentino, é oferecer aos estudantes a habilitação em farmácia industrial. Os estudantes têm um embasamento prático de como é desenvolvida a pesquisa e a produção do medicamento, diz ela. O governo e as prefeituras também acabam ganhando com o laboratório. Sóstenes explica que enquanto uma dipirona, um dos ítens produzidos na UEM, é vendido entre R$ 2,00 e R$ 2,20 no varejo pelos laboratórios comerciais, o Lepemc repassa a R$ 0,29.
A diferença de valor se deve, segundo ela, à isenção de impostos para os laboratórios de ensino público, e também porque as indústrias do setor investem pesado no desenvolvimento de novas tecnologias. Nosso objetivo é o ensino, mas temos também um papel social, afirma Sóstenes. Ela conta que o laboratório de medicamentos da UEM iniciou as atividades há 10 anos. No início produzia 23 medicamentos, baseado na demanda da farmácia escola. Com a habilitação em Farmácia Industrial, o Lepemc priorizou os itens com maior demanda no mercado, seguindo as necessidades do acordo para fornecimento de remédios para o programa da Farmácia Básica.
O crescimento na produção deve continuar por mais alguns anos. Além de introduzir novos medicamentos, como o AAS 100ml, o Paracetamol gotas e o Hidroclorotiazida comprimidos, a intenção é ampliar o número de municípios conveniados. Apesar da demanda pelos remédios prodizidos no Lepemc ser crescente, queremos atender todos os municípios do Paraná e chegar também a outros estados, diz Sóstenes.


