Produção de água está no limite para atender demanda
Produção de água está no
limite para atender demanda
O caso da Região Metropolitana de Curitiba é típico. A água produzida pela Sanepar está no limite da demanda. Enquanto o consumo é de 6 metros cúbicos por segundo, a produção está em 6,4 metros cúbicos por segundo. A falta de investimento no sistema de captação e distribuição é apenas um dos fatores que levaram a este limite.
Outros são a baixa cobertura histórica da rede coletora e tratamento de esgoto domiciliar e a ocupação indevida de áreas de mananciais. Com isso, cresce a poluição ambiental dos rios e os custos para o tratamento da água.
Para o presidente da Associação Paranaense de Preservação de Mananciais do Alto Iguaçu e Serra do Mar (Appam), Haroldo Osmar de Paula Júnior, grande parte dos rios da região metropolitana estão se transformando em cloacas urbanas. Com o tempo, a Sanepar teve que ir desligando (deixar de usar a fonte para captação) os rios pela poluição.
A alternativa tem sido buscar fontes de água não-poluídas mais distantes do perímetro urbano. Mas isto encarece o tratamento.
O último rio da região metropolitana que a Sanepar desligou do fornecimento por poluição foi o Atuba, no final dos anos 70. Por um lado, famílias de baixa renda invadem as margens dos rios e despejam esgoto direto, por outro, grandes empresas não tratam seus resíduos antes de liberá-los ao meio ambiente.
Agora, há setores da empresa defendendo o desligamento do Rio Palmital. Somos contra essa medida porque temos condições de provar que há possibilidade de se recuperar o rio, desde que haja um trabalho de conscientização da população do município de Colombo, onde está sua nascente. (I.R.)





