Produção científica profissionaliza agronegócio
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Guto Rocha<br>Especial para a FOLHA 
De produtora e exportadora de matéria-prima oriunda da agropecuária, passando pelas fases áureas como a Capital do Café e depois como grande produtora de grãos e cereais, Londrina vem se consolidando nos últimos anos como transformadora de sua produção local, agregando valores e dinamizando a economia regional, com a chegada de novas instituições de ensino superior e a instalação de novas agroindústrias.
Esta força que vem do campo sempre teve o suporte técnico e científico de grandes instituições de pesquisas que aqui se instalaram nos anos 70, como o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e a Embrapa Soja, além do trabalho desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A inovação tecnológica que essas instituições geraram foi importante para que a agricultura praticada em Londrina durante o ciclo do café encontrasse uma resposta rápida diante dos estragos provocados pela geada negra que destruiu os cafezais em 1975.
A agricultura praticada nesse período não era a mais adequada. Tínhamos problemas com a redução da fertilidade do solo, pragas e outros problemas. Com a geada e com a constatação dessas deficiências da produção, a equipe do Iapar teve como grande desafio buscar soluções rápidas dentro de um modelo mais adequado de prática agrícola. Passados 35 anos, concluímos que temos uma história de sucesso com a agricultura conservacionista, que serve de modelo para o mundo todo, salienta o diretor técnico científico do Iapar, Arnaldo Colozzi Filho.
A implantação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná em Londrina, com o curso superior de Tecnologia em Alimentos, é um dos indicativos do poder que a produção agropecuária local tem.
Segundo o diretor do campus Londrina da UTFPR, Marcos Massaki Imamura, a instituição, com sede em Curitiba, determinou a implantação do curso para a formação de tecnólogos em alimentos após realizar pesquisas que indicavam a demanda para este tipo de profissional na região de Londrina. Identificamos a necessidade de um curso público na área de graduação, já que havia alguns cursos particulares e em nível de pós-graduação, comenta.
Imamura afirma que os profissionais que serão formados pela UTFPR-Londrina estão sendo preparados para agregar valores à produção e ampliar os processos tecnológicos das empresas, melhorando a qualidade dos produtos que chegam ao consumidor.
Temos ainda o intuito de somar com as instituições já existentes por aqui, como o Iapar e a Embrapa, otimizando os ativos tecnológicos que elas desenvolveram, comenta.


