Produção anual é de 64 mil carros na fábrica da Argentina
A Renault pretende pôr em execução todas as sinergias possíveis entre as novas instalações que serão construídas no Brasil e as suas atividades na Argentina. O objetivo da empresa é otimizar sua participação no Mercosul, união aduaneira entre o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai e que representa um mercado de cerca de 2 milhões de veículos.
Com uma rede de concessionários que totaliza 130 pontos de venda, a Renault comercializou 68.854 veívulos na Argentina em 95. A oferta, sustentada pela produção local de 64.602 veículos no mesmo período, foi complementada com a importação dos modelos Twingo, Laguna, Safrane e Expresws, trazidos da Europa. No período de 90/95, a Renault vendeu 400.894 veículos na Argentina, com uma produção de 386.044 unidades.
Presente na Argentina desde 1959, em Córdoba, segunda maior cidade do país, a Renault passou por um processo de engenharia financeira em agosto de 92, quando um grupo de empresários sul-americanos assumiu 66% do controle acionário da montadora através da Compagnie Financiere pour LAmérique Latine (Cofal). Essa holding financeira controla 54,2% da antiga filial da Renault, que passou a se chamar Ciadea. O resto do capital está distribuído entre outros investidores e 6% é controlado pela Fundação Renault.
Em Córdoba, a Ciadea fabrica os modelos Renault 9, 19, 21, Trafic e Clio. A base argentina é utilizada também como estratégia de exportação para o Brasil. A concentração das vendas da Renault na área do Mercosul ainda permanecerá orientada para o Brasil e a Argentina, os dois maiores mercados. O Paraguai é um mercado muito restrito: 3.693 veículos particulares foram comercializados em 95, dos quais 60% pequenos veículos. As marcas japonesas e coreanas dominam as vendas. No Uruguai, o volume no ano passado foi de 20 mil veículos. A Renault teve uma fatia de 5% das vendas.





