Após o acidente com o castelinho inflável que vitimou duas crianças, em setembro deste ano, muitas empresas de locação registraram uma queda na procura pelos brinquedos. Segundo o empresário Loris Ianaro, da LP Festas, empresa que atua há mais de 20 anos no mercado, a locação dos infláveis caiu cerca de 30%.
A solução encontrada por ele foi a substituição desses itens por outros tipos de brinquedo, como máquinas de fliperama, camas elásticas, mesas de pebolim, máquinas de dança e outros. Segundo Ianaro, se a obrigatoriedade de engenheiro mecânico como responsável técnico pelas atividades virar uma Lei, muitas empresas terão que fechar as portas. ''Noventa e nove por cento (das empresas) não vão poder aguentar, não vão ter pique'', prevê.
O empresário conta que sempre amarrou os equipamentos no chão para evitar que o vento causasse algum dano, mas acredita que o acidente que matou as duas crianças no castelinho foi uma fatalidade. ''Não tem como prever um fenômeno da natureza'', afirma.
Esse é o mesmo argumento de Ocimar Rodrigues, diretor comercial da Casquinha Eventos, empresa que locou o equipamento onde estavam as crianças que sofreram o acidente fatal. Segundo ele, nas primeiras semanas após a tragédia, a procura por infláveis chegou a cair 70%, e hoje ainda está 20% abaixo do normal. ''No primeiro momento o pessoal rotulou os infláveis, achavam que tinha explodido, depois viram que foi o vento'', explica.
Na opinião de Marcelo Bório, dono da Buggy Kids, que também aluga esse tipo de equipamento, a obrigatoriedade da figura de um engenheiro mecânico irá dificultar a vida dos empresários. ''A maioria das empresas nesse ramo é informal, não tem como contratar engenheiro para tudo'', afirma. Segundo ele, de acordo com o contrato de locação, o locatário fica responsável pela correta utilização do brinquedo. ''Alguns equipamentos têm capacidade para duas crianças, mas a pessoa aluga e põe três, quatro crianças lá dentro'', aponta.
Se as novas regras estudadas pelos vereadores se tornarem lei, certamente o preço das locações irá aumentar, é o que prevê Robson Barreira, funcionário da Trem da Alegria, que também trabalha com locação de brinquedos infláveis. Ele conta que na maioria dos casos a presença de monitores é obrigatória para que os locatários não utilizem indevidamente os brinquedos. A manutenção dos equipamentos, segundo Barreira, é feita semanalmente pelo fabricante ou por empresas de manutenção. (A.A.)

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