Em Londrina, segundo a Justiça Eleitoral, 22 das 1.063 urnas tiveram de ser trocadas ontem. Na primeira votação com o sistema biométrico de identificação do eleitor, a cidade registrou algumas seções eleitorais com filas de até uma hora e meia de espera. Quem não teve as digitais reconhecidas pelo leitor óptico, foi obrigado a repetir o processo outras sete vezes. Somente após este procedimento o presidente da seção eleitoral poderia liberar a urna manualmente.
A cabeleireira Paulina de Souza Paula, de 73 anos, foi uma das eleitoras não reconhecidas pela biometria no Colégio Mãe de Deus (centro), no período da manhã. "Não teve jeito, a máquina não conseguiu ler a impressão digital. Com a demora, fiquei nervosa e me compliquei um pouco na hora de votar", contou.
Na mesma seção, a comerciante Valdete Buss, 49 anos, também relatou problemas, mas foi identificada na segunda tentativa, após a limpeza do aparelho com álcool. Ela lamentou a votação mais lenta em comparação com os pleitos anteriores. "Atrasa bastante, mas é uma segurança a mais. Acho válido".
Por volta do meio-dia, as filas aumentaram consideravelmente. No Colégio Vicente Rijo (centro), a professora Aparecida Amélia Carmona, 54 anos, não teve problemas com a biometria, mas contou que enfrentou quase meia hora de fila por problemas no aparelho. "É uma tecnologia que precisa ser melhorada. Espero que na próxima eleição esses problemas sejam corrigidos".
O juiz Mário Nini Azzolini, que coordenou as eleições na cidade, disse que as 22 urnas que precisaram ser trocadas geraram longas filas nos locais de votação. Além disso, a concentração de idosos e pessoas com deficiência em determinadas seções também levaram à demora. "Quando houve o recadastramento, perguntamos se a pessoa tinha dificuldade (limitação física) para votar e, quando respondiam sim, eram colocadas em seções especiais (com melhores condições de acessibilidade)", afirma. Ele disse que o correto seria haver uma distribuição melhor desses eleitores, mas que o sistema não faz esse processo.
Segundo o juiz, ontem à tarde ainda não era possível saber quantas pessoas deixaram de ser reconhecidas pelo sistema biométrico. Mas afirmou que elas serão contatadas pela Justiça Eleitoral, depois das eleições, para que o problema seja solucionado.
Pelo menos em três seções eleitorais, nos Colégios Fernando de Barros Pinto e Nair Alves Cordeiro, na zona norte, e Noêmia Garcia Malanga, no Jardim Olímpico, na zona oeste, foram necessários distribuir senhas e a votação terminou após as 18 horas.

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