Se os problemas entre os índios são muitos, as soluções também não parecem fáceis. A constação é da antropóloga Marlene de Oliveira, que reivindica políticas que propiciem auto-sustentabilidade para os índios como uma maneira deles ''sobreviverem''. Entre essas políticas ela destaca a necessidade de demarcação de terras indígenas. ''A situação do indígena no Brasil é muito ruim em todos os sentidos. De povos auto-sustentáveis eles passaram a ser dependentes. Um dos avanços é a política de cota para o estudante indígena nas universidades, mas as políticas públicas têm que ser mais intensivas para que eles consigam ser independentes'', avalia.
O Unicef aponta quatro prioridades para assegurar uma vida melhor às crianças indígenas em todo o mundo: saúde e nutrição com qualidade e respeito às tradições indígenas, educação com alfabetização na língua materna das crianças e com professores indígenas, direito à terra e acesso ao registro civil, participação dos povos e comunidades em decisões políticas que interfiram na sociedade indígena.
Desde 1999, a saúde do indígena no Brasil é responsabilidade do Ministério da Saúde, através da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Na reserva do Apucaraninha, a prefeitura de Londrina presta atendimento à comunidade desde 1993, com uma equipe de médico, enfermeira, dentista e auxiliar de enfermagem, além de agentes de saúde indígenas. Das cerca de 270 famílias da reserva, 223 estão cadastradas no programa bolsa-alimentação e 85 no bolsa-escola. No norte do Estado, são seis as terras indígenas com uma população de mais de 2,9 mil índios caingangues e guaranis. Segundo o administrador executivo regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), José Gonçalves dos Santos, eles contam com uma verba de R$ 116 mil para financiamento das lavouras, compra de adubo, óleo diesel e sementes. (C.P.)

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