Os danos causados à orla de Matinhos se devem às ocupações irregulares históricas, em áreas muito próximas à praia, problemas de erosão costeira nos balneários Flamingo e Riviera, águas contaminadas lançadas na praia e destruição da paisagem devido à falta de infraestrutura. São essas as causas apontadas pelo Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Eia-Rima), feito pela empresa MB Planejamento Ambiental, responsável pelo levantamento dos possíveis impactos no meio físico, biológico e sócio-econômico que a obra de alargamento e recuperação possa gerar.
Em matéria publicada pela Agência Estadual de Notícias, o professor Rodolfo Ângulo, especialista em gestão costeira e consultor da MB, explica que elementos de ocupação irregular influenciaram na erosão. ‘‘A Avenida Atlântica, por exemplo, foi construída sobre a praia e desde os anos 80 as tentativas de contenção têm sido frustradas com as fortes ressacas que atingem a região’’, diz.
Segundo ele, o projeto irá recuperar a praia e melhorar a infraestrutura urbana e paisagística. A avaliação dos impactos foi dividida em dois momentos, durante e após a obra. As Unidades de Conservação (UC) e as Áreas de Preservação Permanente (APP) que estão dentro da faixa de 80 metros, 100 metros e 200 metros como as restingas, dunas e outras, de acordo com ele, não sofrerão impactos com as obras. Os possíveis impactos contra a fauna e a flora também foram previstos e, segundo ele, serão facilmente recuperados.
‘‘A ocupação da praia durante as obras será prejudicada. Também haverá uma alteração da vegetação, mas que depois voltará ao normal’’, afirma. Por isso, a sugestão do Eia-Rima é que paralelamente às obras sejam desenvolvidos programas para minimizar os impactos. Entre as propostas, está o apoio para a criação de áreas marinhas protegidas, monitoramento dos peixes e medidas para evitar prejuízos à população mais frágil e ao comércio durante a operação das máquinas.

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