Primeiras piadas
Hélio Barbosa, Richard Rebelo, Vitor Hugo, Alisson Diniz, Léo Lins, Miau Carraro... O cenário do humor curitibano tem outras figuras que ainda não foram citadas aqui, inclusive femininas. Como Fabiula Nascimento e Katiuscia Canoro, hoje famosa por conta da personagem Lady Kate, do programa Zorra Total.
Aspirantes também não faltam. Eles geralmente tentam a sorte fazendo pequenas aparições em noites consagradas, como a do Café Comédia, que abre espaço para um show de calouros. Foi assim que Bia Franzolin, 33, deu seu primeiro passo no circuito.
Já foram três apresentações desde outubro do ano passado, quando Bia estreou a personagem Baranga da Night, uma feiosa que só conquista homens bêbados e lamenta o advento da Lei Seca. Formada em artes cênicas, ela trabalha como designer em uma agência de publicidade "por motivos financeiros", mas está focada novamente na interpretação.
Envolveu-se com o meio ao trabalhar na produção do Risorama, evento de humor paralelo ao Festival de Curitiba. Em seguida, encomendou alguns textos para um amigo redator, seu colega na agência. "Já temos 15 personagens prontos, só preciso de mais oportunidades para me desenvolver", diz.
Para Bia, cujo currículo inclui cursos de atuação no exterior, a nova onda do humor aproxima o público do ator. "O teatro no Brasil é uma coisa muito cult, a pessoa precisa de uma biblioteca para entender o texto. O show em bar é diferente. Tem uma linguagem simples, fala de situações que todo mundo passa".
Quanto ao fato de haver poucas mulheres no circuito, ela não se intimida. "Me sinto muito à vontade no meio dos humoristas. Além do mais, a dificuldade de ser mulher dentro de um universo masculino é a mesma que existe na publicidade e em outros meios", garante a iniciante. (O.G.)





