A primeira reunião ordinária da ACL ocorreu em 10 de julho de 1937, a partir das 20 horas, no escritório do comerciante João Alfredo de Menezes. A pauta de discussão tinha como pontos centrais a compra ou a locação de uma casa para a instalação da entidade, aquisição de móveis e de uma máquina de escrever, a contratação de um funcionário e a realização de uma pesquisa junto a advogados sobre o preço de uma consultoria para a ACL.
Nas atas das primeiras reuniões - as quais David Dequêch assinava folha por folha - já se percebia que a ACL seria ‘do barulho’. Em 4 de novembro de 1937, os diretores liam, durante a reunião, uma reportagem do jornal ‘A Gazeta’, de São Paulo, em que constavam os pedidos de providências feitos pela entidade para facilitar o transporte de madeiras e outros produtos da região para o Estado de São Paulo. Londrina começava a ganhar projeção nacional.
Na reunião seguinte, as forças estavam concentradas em discutir a instalação de uma agência do Banco Noroeste em Londrina, o que ocorreria efetivamente no ano seguinte - foi o primeiro banco particular a chegar à cidade, em 1938.
A atuação da ACL passou a ser vital para a cidade. Todas as reivindicações passavam pelas reuniões da diretoria. ‘‘A Associação Comercial era a grande tribuna de uma pequena cidade’’, caracteriza Nilo Dequêch, filho de David, e que também foi presidente da entidade por duas gestões (78/79 e 82/83).
Foi na tribuna da ACL que se discutiu, por exemplo, a construção do primeiro prédio próprio da Prefeitura, do novo aeroporto, a instalação do Colégio Marista, da sede para o Tiro de Guerra, encampação da telefonia pelo município e, entre outros, a construção e a instalação da Santa Casa de Londrina.
Nilo lembra que o pai era uma pessoa de fibra, sempre muito dedicado à entidade que ajudara a criar. ‘‘Ele tinha claro qual era o espírito de uma associação, tinha muito respeito a uma entidade que tem como função primeira a representatividade de sua classe’’. (B.B.)

mockup