A primeira sucursal da Folha foi a de Maringá, aberta em 1968, quando a empresa completava 20 anos de existência. O jornal já fazia toda cobertura dos mais de 100 municípios da região Noroeste, que na época tinha a economia baseada quase que exclusivamente na pecuária e cafeicultura. Alexandre Rocha, o Mineiro, e os jornalistas Jota Oliveira e Estélio Feldman faziam o trecho com frequência, cobrindo todo assunto que aparecia pela frente. Muitas vezes, lembra Mineiro, a entrevista era feita nos fundões do Noroeste, nas barrancas do Rio Paraná, e a matéria tinha que estar em Londrina até o final da tarde.
Quando Giovanni Galletto inaugurou a Sucursal de Maringá, a idéia era melhorar ainda mais a cobertura, apesar da falta de estrutura disponível no mercado. Não existiam telefoto e os textos eram transmitidos pelo telex. A sucursal tinha uma estrutura invejável para a época, com pelo menos cinco repórteres e vários contatos espalhados pela região. Muitas vezes, conta o produtor de TV Sérgio Jaques, um dos primeiros repórteres-fotográficos da Sucursal de Maringá, o redator fazia o texto em uma máquina emprestada da prefeitura ou outro local qualquer, e passava por telefone para Londrina.Foto de SucursalSucursal-póloRedação da Sucursal de Maringá é comandada por Marcos Zanatta. Com ele na foto, Marccio Villela, Carmem Lúcia Ribeiro, Celina Alonso, Lucinéia Parra, Marcos Negrini e Ossamu Kanda
O problema era com as fotos. ‘‘Sempre tínhamos que levar as fotos até Londrina, não existia outro meio’’, lembra Jaques. Quando a cobertura era feita em Maringá ou nos municípios vizinhos, até o início da tarde os negativos seguiam pelo malote com o último carro da circulação (entrega de jornais), que passava na cidade por volta das 15 horas. ‘‘Depois disso a gente tinha que levar, quando o assunto valia a pena’’. Nos domingos, quando era feita a cobertura de jogos do Campeonato Paranaense na região, o repórter e o fotógrafo muitas vezes iam até Umuarama ou Paranavaí cobrir o jogo e depois para Londrina. ‘‘Tinha que ir para lá para revelar o filme’’.
Mas os tempos pioneiros deixaram saudades para quem passou pela Sucursal da Folha em Maringá. O empresário José Antonio Moscardi trabalhou na Sucursal de 1980 a 1988, quando o chefe de redação era Rubens Ávila, que posteriormente trabalhou em televisão, em Londrina. ‘‘A Folha exercia uma influência muito grande na região, principalmente na agricultura, que era a atividade econômica de maior importância em todos os municípios’’, relembra.
As experiências pessoais dentro da sucursal também fazem parte da lembrança dos primeiros repórteres que ‘‘desbravaram’’ a região Noroeste. O editor da TV Tibagi, Messias Mendes, conta que entrou ‘‘pela primeira vez’’ na sucursal em 1972. ‘‘O chefe de Redação, Rubens Ávila, me pediu para cobrir um campeonato de beisebol na Acema (Associação Cultural e Esportiva de Maringá). Fiquei lá o dia inteiro e não entendi nada. Nem voltei para a redação’’. Alguns dias depois, Ávila encontrou Messias na rua e cobrou dele uma decisão: queria ou não trabalhar na sucursal. ‘‘Voltei e fiquei até 1980’’.
O empresário Antônio Fermenton, que trabalhou pouco mais de um ano e meio na Sucursal como motorista, lembra das dificuldades da época em que cinco ou mais jornalistas trabalhavam no local. ‘‘A gente tinha cerca de uma hora para sair de Maringá e chegar a Londrina com as fotos, todos os dias’’. Muitas vezes, segundo ele, a equipe ia para as cidades mais distantes de Maringá cobrir desentendimento entre duas partes e tinha um certo horário a cumprir. ‘‘A gente chegava na cidade e já era procurado pelos dois lados, como se estivesse ali para resolver um problema. Os jornalistas chegavam a ser disputados pelos entrevistados’’.
Atualmente, a Sucursal de Maringá tem uma das melhores estruturas, depois de Londrina e Curitiba, e responde por uma região de 58 municípios polarizados por Maringá e Paranavaí. São ainda dois correspondentes que cobrem as áreas de abrangência de Umuarama e Campo Mourão. O Noroeste é também a região de maior circulação da Folha fora da área coberta por Londrina, onde o jornal nasceu e tem sua sede.
Nos últimos 10 anos, a sucursal passou por várias transformações, mudando conforme a necessidade do jornal, chegando inclusive a abrigar apenas os jornalistas da empresa. Em 11 de agosto de 1994, a Folha implantou em Maringá a primeira sucursal-pólo, com estrutura para atender todas as áreas, ampliando a cobertura diária e introduzindo a Folha da Sexta na cidade. Recentemente, os leitores maringaenses ganharam uma coluna social apenas com notas e destaques da região. Com a reestruturação cresceu também a cobertura de todos os outros setores da região, inclusive com a parceria para a realização de eventos de importância para a economia dos municípios da região.
Trabalham na Sucursal três repórteres para a cobertura geral, uma para a Folha Dois e Folha da Sexta, e uma colunista social, além de um repórter-fotográfico e um auxiliar de fotografia. A estrutura também melhorou muito, principalmente nos últimos anos, com a implantação de equipamentos para a transmissão de dados.
Junto com a sucursal-pólo foi criado também um departamento de telemarketing para atender a região. São 12 operadores que cobrem o Noroeste e o Sudoeste do Estado, ampliando a atuação da sucursal além da área de abrangência dos outros setores. Em média são 25 mil ligações por mês, que sempre apresentam resultados satisfatórios no retorno em assinaturas.

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