O primeiro registro de exibição cinematográfica na Capital data de 1897, apenas dois anos após a primeira projeção da história, em 1895, em Paris. Na época da chegada de um exemplar do cinematógrafo Lumière a Curitiba, havia apenas dois espaços adequados para as projeções, o Teatro Hauer e o antigo Teatro Guaíra, e a primeira projeção foi feita no Teatro Hauer, no dia 25 de agosto. Pouco mais de um ano após a primeira mostra brasileira, em 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro.
Inovações tecnológicas como a tela panorâmica, o cinemascope e os filmes em terceira dimensão foram apresentadas pelo Cine Ópera, na década de 50. Já a partir de anos 60 surgem os cineclubes, espaços que também promoviam discussão e crítica sobre a produção cinematográfica.
''Entre as décadas de 50 e 70, a região central da cidade tinha uma configuração diferente. As pessoas circulavam. Com o crescimento da população esse lugar passa a ser menos frequentado e as salas de rua acabaram ficando meio deslocadas, em locais abandonados'', explica a professora de cinema do Curso de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica (PUC), Celina do Rocio Paz Alvetti.
Além disso, a qualidade técnica das salas deixou de acompanhar as inovações da indústria do cinema. Até que a partir dos anos 80, começam a aparecer as salas de cinema dentro dos shoppings. ''O lazer se desloca para os shoppings e não para andar na rua. O que levou também a uma padronização do público. Até o final dos anos 70, havia uma movimentação cultural e o ato de ir ao cinema era algo importante. Depois disso as pessoas não participam mais do que acontece na cidade. Esses que discutiam cinema não são a base do público de shopping'', segundo a professora.
Celina Alvetti ressalta ainda que ''a vida mudou''. ''Sempre existe gente que quer discutir filmes, mas esse público vai ao cinema de modo mais seletivo e consome muito filme domesticamente. Hoje a rapidez do mercado permite ter acesso a filmes alternativos na videolocadora'', avalia. (D.R.)

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