Prevenir é a solução
Mesmo com o avanço da medicina e o maior acesso à informação, muitas mulheres continuam contraíndo doenças que poderiam ser evitadas. As conhecidas doenças femininas como câncer de cólon de útero, osteoporose, câncer de mama, lupus, hipo e hipertiroidismo, entre outras, continuam fazendo muitas vítimas por falta de uma política de prevenção mais acentuada. Isso sem falar na Aids, cuja a incidência entre as mulheres tem aumentado significativamente nos últimos anos.
Segundo o médico clínico geral Aubner Lyra Júnior, a prevenção deve começar mais cedo do que a maioria das mulheres imagina. No caso, por exemplo, do câncer uterino os exames preventivos anuais devem começar logo após o início da vida sexual ativa, afirma o médico. Ele ressalta que o câncer de cólon de útero é totalmente curável se detectado em fase inicial. O problema é que muitas garotas começam sua vida sexual escondida. Por timidez e também por falta de diálogo com os pais, acabam não fazendo visitas periódicas ao ginecologista, o que pode trazer problemas no futuro. O câncer uterino pode ser desencadeado a partir de uma lesão ou uma verruga que por ser assintomática, a mulher não percebe sua evolução, explica Aubner Lyra.
Já a prevenção do câncer de mama deve começar com a conscientização da necessidade do auto-exame. A mulher precisa aprender a se examinar, fazendo isso periodicamente. Porém, isso não dispensa o preventivo ginecológico que inclui a mamografia e o ultrassom da mama, aliados importantes no diagnóstico precoce da patologia. O médico salienta que a amamentação é importante na prevenção do câncer de mama. Mulheres que amamentam por mais tempo, correm menos riscos de contrair a doença, acrescenta. Ele observa que no início do climatério, as mulheres precisam ter uma atenção redobrada com relação a essa doença. A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que seja realizada uma mamografia entre os 35 e os 40 anos. Dos 40 aos 50 anos, o exame deve ser realizado a cada dois anos, e a partir dos 50 anos, a mamografia deve ser feita anualmente.Arquivo/FLNas últimas décadas as mulheres começaram a ser vítimas também das doenças cardíacas, observa o clínico geral Aubner Lyra JúniorCelso Mattos





