Prevenção é sempre a melhor solução
Albari Rosa
Arquivo Folha
O sol, o vento e a água do mar podem maltratar a pele, provocando manchas, câncer de pele e envelhecimento precoce
Terminada a temporada de praia, lá vêm aquelas desagradáveis consequências: pele manchada, micoses, sardas e alergias. O que fazer para preservar a pele destes males? Antes de mais nada, a prevenção ainda é a melhor solução. Se os problemas já se instalaram, é preciso procurar especialistas.
Filtros e bloqueadores solares são a maneira mais eficaz de evitar o aparecimento de manchas e sardas. Os locais mais atingidos costumam ser, além do rosto, as costas, os ombros e o peito, justamente os que recebem maior insolação. As sardas se formam por uma concentração desigual de melanina (o pigmento que dá cor à pele), acelerada por exposição demasiada ao sol.
As mãos - que raramente recebem filtro solar, por puro esquecimento - com o tempo também apresentam manchas. Normalmente elas aparecem a partir dos 40 anos e são conhecidas como manchas senis, manifestando-se com mais intensidade em pessoas de pele muito clara. As manchas senis são resultado do excesso acumulativo de sol e só podem ser removidas com tratamentos médicos à base de ácido retinóico ou laser.
Outra consequência do sol é a pitiríase alba, manchas brancas provocadas pela desidratação da pele e que podem ser contornadas com uma hidratação profunda, além de medicamentos específicos. As sardas brancas, que aparecem comumente nos braços e pernas de quem tem pele clara, também têm origem no excesso de sol.
Já no caso das doenças de pele, causadas por fungos, o tratamento exige cuidados médicos. As micoses se manifestam com frequência nas solas dos pés e entre os dedos, provocando coceira e odor desagradável. Evite sapatos fechados, que favorecem a proliferação dos fungos, e procure não andar descalço.
Ficar o dia todo com o biquíni ou sunga molhados também não é recomendável, pois estimula o surgimento da Candida albicans, fungo que se reproduz em meios úmidos. Nas mulheres, costuma se desenvolver na vagina, provocando corrimento amarelo-esverdeado de odor intenso e muita coceira e irritabilidade. No homem, não há qualquer sinal evidente. Como o fungo pode ser transmitido por contato sexual, recomenda-se abstinência e tratamento com medicamentos específicos, tanto para o homem quanto para a mulher.





