Prevenção e Proteção
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quarta-feira, 26 de julho de 2017
Lais Taine<br>Reportagem Local 

Chuvas frequentes, tempestades, calor excessivo. Os efeitos das mudanças climáticas afetam a população e exigem trabalho específico de prevenção de desastres e de atendimento à comunidade. A Defesa Civil é o conjunto de ações que promovem a segurança e auxílio quando se trata de fenômenos naturais e adversos.
Segundo o coordenador adjunto da Compdec (Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil), Demerval Anderson do Carmo, as atividades da organização em situações de normalidade envolvem ações preventivas, como o mapeamento de áreas de risco, busca por recursos junto ao Sistema Nacional de Defesa Civil e indica ações que possam minimizar perdas e danos à população vulnerável. Em situações de anormalidade, a Compdec atua nos chamados de emergência, buscando equipamentos, interditando ruas e distribuindo itens de necessidade, como lonas, telhas, alimentos e roupas.
De acordo com Carmo, as mudanças climáticas tornam o trabalho da coordenadoria ainda mais minucioso. "Nós temos que prever, a cada estação, o que pode vir acontecer caso tenhamos muitas chuvas ou secas. Ultimamente, estamos vendo um aumento das temperaturas, gerando mais tempestades, além dos tornados na região, coisa que não tínhamos antes. Quando acontece esse tipo de situação, temos muito mais pessoas afetadas", argumenta.
Em 2016, as ocorrências mais comuns em Londrina foram os alagamentos, inundações e quedas de árvores, grande parte no mês de janeiro, quando as chuvas são mais intensas. No entanto, houve casos específicos de tremores na cidade, responsáveis por 354 das 617 ocorrências enumeradas pela coordenadoria. "Foi uma questão inédita e durou um período de tempo, não tivemos mais casos", afirma.
As regiões Norte e Norte Pioneiro possuem cobertura da 3ª Coordenadoria Regional de Defesa Civil do Paraná, que atende 63 municípios e trabalha no apoio às cidades, buscando o repasse de recursos públicos e socorro com materiais e equipamentos. Para o major Wilson Paulino, coordenador regional, as estruturas dos municípios são deficitárias. "As cidades não estão totalmente preparadas e têm registrado mais desastres com a intensidade das chuvas", alerta.
Segundo Paulino, o aquecimento global está à frente e os municípios não conseguem acompanhar. Como exemplo, cita a região Metropolitana de Londrina, afirmando que as galerias pluviais não foram projetadas para o volume de chuvas que tem recebido e, por conta disso, acaba gerando mais alagamentos. "Não estão projetadas para a demanda do século 21", argumenta.
NOVOS VOLUNTÁRIOS
A Compdec está em campanha para receber novos voluntários. "Nós tínhamos aproximadamente dois mil cadastros, mas estavam desatualizados, por isso estamos com nova campanha. O ideal seria atingir 1% do total da população do município, o que é difícil", explica. A ajuda espontânea funciona por chamadas em períodos de ocorrências e o voluntário trabalha em abrigos ou na organização e distribuição de itens de mais necessidade. Os interessados podem se cadastrar por meio do portal da prefeitura: http://www.londrina.pr.gov.br/, na seção Defesa Civil.


