Prevenção ainda é a melhor solução
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Kalinka Amorim<BR>Reportagem Local 
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), relatam que 2,7 milhões de pessoas no mundo morrem anualmente por doenças cardiovasculares. Cuidados com a qualidade de vida, como a realização de atividades físicas, alimentação saudável e balanceada em conjunto com a realização de exames periódicos podem evitar milhares dessas mortes. Outra atitude importante para a manutenção da saúde é tomar as vacinas e reforços que previnem doenças contagiosas que se não tratadas também levam a morte.
Fazer um check-up, na opinião de Wilson Liutti Costa Junior, infectologista e gestor de promoção da saúde na Unimed Londrina, não é suficiente. Pessoas que estão bem, para continuar bem, precisam ter acima de tudo qualidade de vida. Os exames e as consultas, quando realizados adequadamente, podem ajudar e muito, mas não são suficientes. Estudos apontam que o estilo de vida ajuda em 51% a melhoria da saúde, fatores ambientais 19%, biológicos 20% e a assistência médica apenas 10%, enfatiza Liutti.
José Luis da Silveira Baldy também concorda com todos esses ítens e acrescenta mais um: as vacinas que se seguidas corretamente podem imunizar a população de muitas doenças contagiosas. As vacinas, em conjunto, constituem a área de maior influência na redução de doenças humanas, inclusive as infecciosas, que já causaram no passado um grande número de mortes. Número esses que foram reduzidos com o passar do tempo por causa das vacinas, explica Baldy.
Ele informa que atualmente existem cerca de 30 tipos de vacinas disponíveis no mercado. Algumas delas constam no calendário de vacinação oficial do Ministério da Saúde, que é um calendário avançado, porém, limitado. Vacinas importantes como a de Hepatite A, Varicela e HPV, por exemplo, não estão incluídas, argumenta.
Pensamentos distorcidos de que vacina é sinônimo de gastos e coisa de criança, na opinião de Baldy, devem mudar rapidamente. Vacina não é coisa de criança e, sim, de jovens, adultos e idosos. E não deve ser considerado um gasto, mas um investimento na saúde. Só está protegida e livre de vacinação a pessoa que em alguma época de sua vida já teve a doença,arremata.
E quem não se lembra de qual vacina tomou, não há motivo para se preocupar. Para algumas doenças é possível detectar por testes sorológicos quais doenças acometeram a pessoa e qual vacina ainda deve ser tomada, explica Baldy.


