Prevenção à dengue deve continuar mesmo com o frio
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Equipe da Folha 
A chegada dos dias mais frios não refletiu ainda na diminuição do número de focos do mosquito da dengue em Curitiba. De 1º de janeiro a 4 de junho, o Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde registrou 95 focos. Durante todo o ano de 2006, foram identificados 37. Por isso, a população precisa permanecer alerta, mantendo as ações preventivas de combate ao mosquito, como limpeza de caixas d'água, calhas e piscinas.
Apesar do aumento dos focos do mosquito transmissor da dengue, não há casos próprios da doença em Curitiba. As 69 suspeitas confirmadas neste ano são importados, ou seja, foram contraídos em outras regiões. De acordo com Márcia Saad, coordenadora do programa de combate à dengue, o mosquito deve estar se adaptando ao clima de Curitiba. ''Ainda não há um estudo biológico e ecológico que mostre esta adaptação, mas como fazemos este controle há nove anos, percebemos mudanças no comportamento do Aedes aegypti'', afirma.
De acordo com a prefeitura, o maior número de focos se concentra na Regional Boqueirão e, dentro dela, o bairro Hauer é o mais preocupante. O elevado número de focos, 27 ao todo, está relacionado ao grande número de depósitos, ferros-velhos e desmanches onde se acumulam peças de carro e pneus. A segunda região em número de focos é a Matriz, com 21 pontos, e, na subdivisão, o bairro Jardim Botânico.
O Programa de Combate a Dengue tem 16 equipes de trabalho de campo, totalizando 135 agentes de controle de vetores que, diariamente, pesquisam focos do mosquito, através de amostragem em 33% do total de imóveis existentes em Curitiba. Os agentes também fazem ações educativas em cada inspeção do imóvel. O agente orienta o morador e mostra as equipes de controle da dengue fazem pesquisas em residências, comércios, pontos estratégicos e terrenos baldios para detectar, eliminar e tratar focos do vetor.


