Tanto prestígio ultrapassou barreiras geográficos. Hoje, o dicionário Aurélio é encontrado nas livrarias da Argentina e tem presença tímida em Portugal. A tiragem anual da obra é de 30 mil exemplares. ''Todo mundo conhece o Aurélio como um livro, mas nós o enxergamos mais como conteúdo de referência, que deve ser associado a diversas mídias para potencializar os recursos de pesquisa, a interação com o usuário e multiplicar os canais de distribuição e negócios, intensificando sua contemporaneidade'', disse o diretor geral da Editora Positivo, Henrique Farinha.
O conteúdo do Aurélio está disponível numa linha de 13 produtos, desde dicionários voltados para os públicos infantil e juvenil, a versões eletrônica e digital (escaner de mão). Sem falar que o Aurélio integra o portal do IG, portais educacionais e os computadores do Grupo Positivo. ''O Aurélio marcou nossa entrada no mercado e é nosso título mais importante para esse segmento'', destaca Farinha, reforçando que o dicionário é uma obra de pesquisa e possibilita a pessoa a escrever e a conhecer melhor a língua.
''Acho que a medida do Governo de reduzir a compra de dicionários (alunos do Ensino Fundamental I) provoca um problema em sala de aula, porque limita o uso cotidiano do dicionário que é o ideal. Antes era uma obra por aluno, agora o Governo encaminha um acervo para a escola. Nesse ponto, as crianças de escolas públicas não têm a mesma oportunidade das que estudam nas privadas'', observa ele, informando que o Governo Federal compra o Aurélio para distribuir na rede pública de ensino. ''Mas de fato o grande problema do ensino público não está atrelado a compra de livros ou elaboração de manuais, mas à capacitação dos professores e formação dos alunos'', acrescenta.
Aliás, um manual ilustrado que serve de roteiro e ensina a como utilizar o dicionário em sala de aula foi elaborado e lançado pelo Ministério da Educação (MEC), no final ano passado, mas que ainda não teve impressão concluída. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a distribuição para cerca de 145 mil escolas do Ensino Fundamental, no País, deve ocorrer neste semestre. O MEC envia para cada escola, cerca de nove dicionários, por turma, voltados para cada faixa etária (seis e sete anos, oito e nove anos, e para quem estuda a quarta série). (F.G.)

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