Originalmente, o Paraná era quase coberto pela Mata Atlântica. O litoral pela Floresta Atlântica - tropical, úmida e diversa -, o primeiro e segundo planalto pela Floresta de Araucária - com uma mistura de espécies de árvores tropicais e subtropicais - e o terceiro planalto pela Floresta Estacional - tropical e mais seca.
  Mas com os ciclos econômicos no Estado, o avanço da indústria madeireira, a ampliação das áreas agrícolas e a instalação dos grandes centros urbanos, estas florestas foram reduzidas a pequenos fragmentos, restando menos de 10% de área florestada. Quem conta é a professora de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Márcia Marques.
  Segundo ela, parte destes fragmentos estão protegidos nas unidades de conservação, mas outra fração significativa está em áreas particulares. Por isso, o Estado e todos os atores envolvidos têm grande responsabilidade sobre este cenário. Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, ações com envolvimento global pela preservação de um relacionamento harmônico entre homem e natureza está em pauta na discussão sobre o futuro do Estado.
  Um zoneamento econômico e ecológico, identificando sob estes dois prismas as particularidades e necessidades de cada região; a conservação da biodiversidade com incentivos a quem preserva; a supervisão da rica rede de águas do Paraná por comitês e o fim dos lixões até 2014 são algumas perspectivas.

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