Preservando a história
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Mie Francine Chiba<BR>Reportagem Local 
Chamar a atenção da população para o que há de histórico dentro do espaço onde vive é o que levou o projeto de Educação Patrimonial, desenvolvido por professores da Universidade Filadélfia (Unifil), a ganhar este ano o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Em uma cidade que completa hoje 76 anos, o projeto é uma prova de que nem só as cidades antigas têm história para contar. Patrimônio não é coisa velha. É o que marca a percepção daquilo que sou, pontua o coordenador do projeto, o professor Leandro Magalhães. Londrina já tem bens culturais que representam a cidade e que merecem ser preservados.
Em atividade desde 2005, o projeto, que é patrocinado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), promove exposições itinerantes de acervos históricos, oficinas para formação de agentes culturais e publicações sobre patrimônio e roteiros para trilhas interpretativas em pontos importantes da cidade. Uma arquiteta, uma pedagoga, dois geógrafos, dois turismólogos e dois historiadores estão envolvidos no trabalho.
Em sala de aula, o método, que foi exportado para outras regiões do País, parte do patrimônio do bairro onde a escola está inserida, que as crianças são estimuladas a identificar, para chegar ao patrimônio da cidade ondem moram como um todo. Museus itinerantes com informações sobre os pontos importantes do bairro são então elaborados e mostrados à comunidade.
Em prática
Em Londrina, o Colégio Londrinense aplica o método a crianças da Educação Infantil. Já nessa idade, os alunos aprendem que eles próprios e a família possuem uma identidade que deve ser preservada.
Em um Museu Itinerante, os alunos levaram uma caixa para casa, que retornou à escola com objetos pessoais que contavam um pouquinho da história de cada um. Era um aluno de cada vez, para valorizar o individual, explica a coordenadora da Educação Infantil do colégio, Márcia Regina
Ilário.
Durante o projeto, as famílias também foram chamadas a participar. Uma oportunidade em que pais e avós puderam relembrar a infância. Os estudantes também puderam montar, na escola, pequenos exposições de suas famílias, em que as lembranças vieram à tona.


