PRESERVAÇÃO - Caminho das antas
Importantes indicativos da qualidade de uma vegetação, porém ameaçadas de extinção em todo o Brasil, as antas passam a ser alvo de um estudo cujo objetivo é definir estratégias para sua proteção e sobrevivência na região de Londrina. Por ser uma espécie de grande porte e se alimentar de frutos fornecidos por florestas, a ocorrência de antas é considerada indicativo biológico da qualidade das matas e da ocorrência de outros animais em determinada região.
Idealizado pela ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE), com apoio financeiro da Fundação O Boticário, o projeto "Caminho das Antas" vai mapear as áreas percorridas pelos animais e os fragmentos florestais da zona rural, no trecho que vai do entorno da Mata dos Godoy até o Rio Tibagi área considerada pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para conservação.
O projeto, que conta com o apoio também da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e da Universidade Estadual de Londrina (UEL), será dividido em duas etapas: avaliação da vegetação por meio de imagens de satélite e levantamento, junto a pelo menos cem agricultores, de quais seriam os caminhos percorridos pelas antas.
"É importante para podermos entender a relação do agricultor com a anta", afirma o biólogo da ONG MAE, Eduardo Panachão. A partir dos dados levantados, o projeto buscará maneiras de promover a preservação das antas e dos fragmentos de mata da região. "Precisamos cuidar de todo um ambiente que dá sustentação a ela", explica o biólogo.
O "Caminho das Antas" será auxiliado pelos dados já obtidos com outra iniciativa desenvolvida pela ONG MAE, o Projeto Corredor, que busca criar um corredor ecológico no trecho Mata dos Godoy-Rio Tibagi. "O ideal, para a conservação, é unir esses fragmentos de mata por meio do corredor", conta Panachão.
Os resultados do projeto, que tem duração de dois anos, serão divulgados por meio de uma publicação técnica e à população em geral através de uma versão impressa.





