Sem a necessidade de ter um motivo especial, Pedro Henrique Arruda Aragão, 50 anos, faz do ato de presentear a esposa Heliete Aragão, também de 50 anos, com rosas vermelhas um hábito semanal. ''O presente passa ser a razão em si da data'', justifica ele. Aragão revela que adquiriu o hábito de presentear a esposa com a família. ''Meu avô fazia esses agrados para a minha avó e meu pai para a minha mãe. Agora é meu filho quem manda flores sempre para as namoradas dele'', menciona.
Heliete lembra que o primeiro presente recebido de Aragão não foi um buquê de rosas mas um lenço branco com uma declaração de amor. ''Escrevi e ainda desenhei uma florzinha junto'', brinca. Ele conta que o relacionamento começou no início da década de 70 durante um torneio de atletismo entre escolas. ''Eu entrei no ônibus e vi aquela menina (Heliete). Na mesma hora eu senti que era com ela que eu iria casar'', diz ele.
Depois de cinco anos de namoro, Heliete e Aragão casaram-se. Heliete conta que eles ficaram vivendo separados em várias ocasiões e nem por isso a relação foi afetada negativamente. Depois de anos de convívio Heliete assegura que muita conversa ajuda na condução do relacionamento. ''Não ficamos mais do que 24 horas chateados um com o outro'', diz ela. Hoje, somando 28 anos de casamento e dois filhos, ele admite que ''se existe essa história de almas gêmeas esse é o nosso caso''.(J.W.)

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