Presente para a cultura
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Reconhecida pela efervescência cultural materializada em espetáculos e festivais de música, teatro e dança, Londrina reivindica há décadas um local específico para abrigar as manifestações das mais diversas artes. No ano em que completa 74 anos, a cidade vive finalmente a possibilidade concreta de ter um teatro municipal.
O projeto arquitetônico da obra, de autoria do arquiteto paulistano Thiago Neves, foi escolhido em um concurso nacional realizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no ano passado. Com duas emendas de R$ 10 milhões aprovadas para liberação neste ano e no ano que vem, o processo encontra-se atualmente em fase de licitação dos 32 projetos complementares, cuja aprovação é fundamental para que os recursos sejam liberados.
O orçamento da obra - que será construída em um terreno doado por um grupo de empresários no Condomínio Marco Zero (Zona Leste) - é estimado entre R$ 33 milhões a R$ 40 milhões, com recursos federais e contrapartidas do município. O secretário municipal de Cultura, Valdir Grandini Álvares, acredita que se a obra começar a ser licitada nos primeiros três meses do ano que vem, há possibilidade da construção iniciar ainda em 2009.
Segundo ele, a mudança de prefeito não deve comprometer o planejamento. É difícil haver retrocesso, porque o novo prefeito não poderá desprezar uma conquista desta. Além disto, o projeto tem total apoio da bancada do Paraná na Câmara Federal, afirma.
Conforme o catálago Teatro Municipal de Londrina - arquitetura é arte, organizado por Jefferson Dantas Navolar, Célia Musilli e Vanda de Moraes, o teatro privilegiará a valorização do pedestre através de grandes espaços destinados a uma praça e a uma rua interna batizada de Boulevard Cultural, que dá acesso às três salas de espetáculos e demais espaços do edifício.
A sala principal, com conformação de teatro italiano, comporta 1120 lugares. Outra sala de espetáculos, projetada para um público de 465 pessoas, repete a conformação de teatro italiano, mas sem o fosso para a orquestra. O espaço experimental do chamado Black Box proporciona um ambiente lúdico e transformável, que permite várias composições de palco e platéia. O subsolo abriga oficinas, salas de figurino, depósitos e salas de apoio a serviços.


