Fazer pós-graduação tem sido o desejo de um número cada vez maior de brasileiros. Mas ingressar no curso escolhido exige preparação, especialmente para a modalidade stricto sensu (mestrados e doutorados). O básico é ter uma graduação em área afim a do curso escolhido, mas as regras de seleção variam e, muito frequentemente, incluem a apresentação de um pré-projeto de pesquisa.
Maria Helena Fúngaro, diretora de pós-graduação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - instituição que tem mais de 5,5 mil alunos pós-graduandos -, explica que os critérios para aceitação de novos alunos são estabelecidos pelo colegiado de cada curso e detalhados em edital. Eles podem ir de apresentação de currículo até prova escrita, por isso, os interessados devem ficar atentos à data de publicação dos requisitos no site da universidade.
"É importante que o candidato consulte o edital para entender o que será dele exigido", orienta a diretora. No caso dos cursos de mestrado e doutorado, cabe ao candidato buscar um orientador que se afine com sua linha de pesquisa, especialmente para aqueles que exigem pré-projeto. As linhas e o currículo Lattes dos professores devem, obrigatoriamente, estar disponíveis no site da instituição de ensino. Devido à greve encerrada recentemente, houve atraso na divulgação do resultado das seleções da UEL para 2015, o que deve ocorrer em breve, segundo Maria Helena.
O diretor de Pesquisa e Pós-graduação do Campus Londrina da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Sidney Alves Lourenço, reforça que as exigências para ingresso em pós-graduação variam de acordo com o programa do curso. Alguns exigem, por exemplo, proficiência em língua estrangeira como parte da seleção, outros, no decorrer do curso.
Existem, ainda, situações específicas, como o mestrado profissional em Ensino de Ciências da Natureza que, por ser voltado para professores da rede estadual, exige que o profissional esteja dando aulas. O aluno que pretende pleitear uma vaga em doutorado deve enfrentar seleção parecida com a do mestrado, mas – mais uma vez - podem haver particularidades.
"Desde 2000, a Capes (fundação do Ministério da Educação) abriu a possibilidade de fazer o doutorado direto. Enquanto a maioria dos doutorados dura quatro anos, o direto tem prazo máximo de cinco", explica Lourenço, ressaltando que a opção não vale para todos os cursos. Além dos quatro programas de mestrado já existentes na UTFPR de Londrina, está em fase de aprovação para o próximo ano o curso de Engenharia de Materiais.

MENOS RIGOROSO
As especializações contam com processos seletivos menos rigorosos. Nas instituições particulares, normalmente basta realizar a matrícula e entregar a documentação. Nas públicas, ocorre um processo de seleção por meio de análise de currículo, entrevista e/ou prova escrita.
"A especialização visa dar um aprimoramento, mas não entra muito a fundo no estudo; o stricto sensu foca mais, por isso existem linhas de pesquisa", explica Lourenço. Independentemente do curso, o candidato deve buscar o maior número de informações sobre ele no site da instituição, ficar atento aos prazos e fazer contato com um orientador, se for o caso.

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