Coordenadora da Agenda 21 do Paraná e do Comitê Paranaense para a Rio+20, Rosana Vicente Gnipper ajudou na preparação do Estado para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Psicóloga por formação e com vivência em organizações de proteção aos direitos dos animais, se diz preocupada com os resultados efetivos do evento.

Qual sua expectativa para a Rio+20?
Sou cética. A gente vê, inclusive em nível local, é que as pessoas não querem sair da sua zona de conforto e mudar o modo como vive. Precisamos entender que o cerne da questão é a nossa sobrevivência. Há um gasto muito grande em eventos como esses e é preciso que as pessoas saibam por que estão indo lá. É um momento histórico desde que a gente consiga fazer a transformação.

Como será a participação do Paraná?
Teremos uma delegação e pleiteamos um espaço na Cúpula dos Povos. Também teremos um estande na área oficial do governo brasileiro. Temos recebido pedidos de ajuda de pessoas que querem ir ao Rio, mas não estão preparadas. Quem tem que estar lá é o governador, os secretários, gente que sabe o que quer.

O que espera para depois da Conferência?
É com o pós-Rio+20 que mais me preocupo. O que vai ficar? O desafio é produzir uma mudança civilizatória para tornar o desenvolvimento econômico mais sustentável social e ambientalmente.

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