Não se tem uma data específica. Mas o presidente da Cohab, Mounir Chaowiche, promete resolver os problemas de 70% dos moradores de área de risco de Curitiba até o final de 2008 - quando se encerra a gestão do prefeito Beto Richa (PSDB). A intenção é encontrar áreas e assentar de forma digna todas as famílias que moram hoje em beira de rios e córregos. Para ser cumprido, Chaowiche vai depender das verbas nacionais previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para áreas marginalizadas. A previsão é a de que R$ 100 milhões (20% verbas próprias da Prefeitura) sejam investidos em habitação na capital paranaense.
Além das mais de 50 mil pessoas em áreas de APP, existem outras 241.014 em ocupações irregulares e que precisam ser urbanizadas. ''Temos consciência de que esse é um problema grave social. A ocupação desordenada reflete na qualidade da água dos rios. As ligações irregulares de esgoto e o lixo acabam por lançar impurezas nos córregos. Com isto, temos que acabar convivendo com passivos ambientais sérios como a contaminação das águas subterrâneas, do subsolo, do solo, degradação das característas naturais. Os dados divulgados pela Cohab demonstram que Curitiba tem 397 assentamentos (entre espontâneos e clandestinos), 151 deles sujeitos a inundações constantes e 252 em áreas de APP (veja gráfico nesta página).
Para fazer o reassentamento de todas as famílias em situação de risco, a Prefeitura precisaria de R$ 329,3 milhões. ''Como não temos tanto recursos, daremos prioridade às ocupações em áreas de risco e que agridam ao meio ambiente'', ponderou Chaowiche. A previsão é a de relocar 4 mil famílias de áreas de risco em 2007 e urbanizar ocupações que beneficiem outras 6 mil famílias. Entre os locais prioritários estão: Rio Barigui, Parolim, Vila Formosa e Iguaçu. (L.P.)

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