Prefeitura irá reassentar famílias que moram à beira do Rio Tatuquara
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segunda-feira, 04 de junho de 2007
Equipe da Folha 
A Prefeitura de Curitiba irá reassentar as famílias que moram na área conhecida como Beira-Rio, à margem do Rio Tatuquara. Na última sexta-feira, os moradores da ocupação reuniram-se na Escola Dona Pompília para assinatura dos contratos para a liberação de recursos do Programa de Subsídio à Habitação e Interesse Social (PSH), que serão usados na construção de casas de alvenaria em um loteamento próximo, para onde serão encaminhadas as famílias.
Esteve presente na assinatura dos contratos o presidente da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), Mounir Chaowiche. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a medida irá beneficiar 45 famílias que hoje residem em barracos próximos ao leito do rio, onde correm risco de desmoronamento e alagamento. Outras sete famílias serão transferidas de uma área próxima a uma Estação de Tratamento de Esgoto da Sanepar.
O assentamento Monteiro Lobato, para onde irão as familias, já está equipado com a infra-estrutura necessária para receber os novos moradores. As casas serão construídas em um prazo de seis meses, cada unidade terá 25 metros quadrados. O custo de cada casa será de R$ 8,5 mil. As famílias que serão beneficiadas com os subsídios do PSH devem ter renda de até 3 salários mínimos. Elas pagarão pelos lotes um preço calculado em função da Planta Genérica de Valores da Prefeitura e não do valor de mercado. Do custo de construção, será abatido o subsídio. A prestação não poderá exceder 20% da renda familiar.
O PSH é um programa do governo federal que concede subsídios a famílias carentes para aquisição de casas populares. O valor subsidiado varia de R$ 5 mil a R$ 8 mil, dependendo da renda familiar. Neste projeto de relocação dos moradores do Beira-Rio, o programa irá investir R$ 442 mil.


