Técnicos da Prefeitura de São José dos Pinhais e da Infraero investigam a morte de centenas de peixes num córrego que sai do Aeroporto Internacional Afonso Pena e deságua no Rio Ressaca, região do Jardim Aeroporto, bairro de São José dos Pinhais. Na última sexta-feira, a população do município alertou as autoridades sobre a presença de uma espuma branca e densa no córrego. Quando chegaram ao local, os técnicos encontraram vários peixes agonizando e a presença de um forte cheiro de sabão, que levantou suspeitas de crime ambiental. As informações são da assessoria de imprensa da prefeitura.
Uma ocorrência idêntica foi regIstrada há cerca de um ano, na ocasião, a água ficou verde. À assessoria de imprensa da prefeitura, o pedreiro Jessé Soares de Oliveira, de 52 anos, que mora ao lado do córrego e presenciou este episódio, disse que os peixes saltavam fora da água. Outro morador das proximidades, o garçom Saulo Vasconcelos, de 29 anos, afirmou que normalmente a água do córrego é muito limpa, permitindo inclusive a presença de vida aquática.
O técnico da Infraero, Wilson Dissenha, da área de Meio Ambiente, não acredita que o problema tenha sido causado por poluição na barragem de tratamento do Aeroporto Afonso Pena. Ele não descarta a possibilidade do veneno ter sido jogado na água por alguma pequena fábrica de sabão clandestina.
Na tarde de sexta, uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Infraero realizou uma blitz junto à margem esquerda do córrego em busca de possíveis lançamentos clandestinos de dejetos químicos que poderiam estar contaminando o córrego. O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foi acionado pela prefeitura para investigar o caso.

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