Simone GirotoTezelli: mudança aumenta a participação da população nas discussões Na semana que antecedeu o cinquentenário de Campo Mourão, o prefeito Tauillo Tezelli (PSDB), lançou aquilo que considera o maior desafio de sua administração: um programa que envolvesse toda a comunidade na administração. A proposta foi batizada de Governo Interativo e é, de acordo com o próprio Tezelli, um aperfeiçoamento do orçamento participativo.
‘‘Agora a discussão e a participação serão ainda maiores’’, ressalta o prefeito. ‘‘No orçamento participativo, os moradores apontavam obras e serviços prioritários, mas não se preocupavam se determinados programas estavam funcionando a contento’’, explica. Com o Governo Interativo, a comunidade vai discutir soluções gerais. O município foi dividido em sete núcleos, incluindo a zona rural e o distrito de Piquirivaí.
‘‘Isso vai evitar que bairros vizinho peçam a mesma coisa’’, diz Tezelli. A prática acontecia durante o orçamento participativo e causava descontentamento do bairro preterido. Em outros casos, bairros já beneficiados passavam a pedir obras supérfluas enquanto os vizinhos ainda precisavam do básico. ‘‘Esse é o nosso desafio: fazer com que as pessoas tenham uma visão global da administração’’.
Favela‘‘Não podemos fazer uma praça no Conjunto Milton Luiz Pereira sem antes resolvermos o problema da Favela São Francisco, que fica ao lado’’, aponta Tezelli. A primeira discussão vai acontecer nas associações de moradores. Escolhidas as prioridades, elas vão para o Núcleo Comunitário Regional.
Após isso, os pedidos chegarão à prefeitura através da Central de Informações ao Cidadão (CIC). Dali seguem para as secretarias e depois ao prefeito. ‘‘A participação popular será ampliada de forma permanente, clara e eficiente’’, diz Tezelli.
De acordo com o prefeito, é justamento o fato do orçamento municipal ser limitado e em grande parte comprometido com a manutenção da estrutura já existente, que torna sistema mais importante. ‘‘Se o dinheiro estivesse sobrando, era só ir fazendo’’, afirma. Mas a realidade é bem diferente e vem obrigando a prefeitura a manter o freio puxado. Uma série de contenções estão gerando uma economia mensal de R$ 131 mil.

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