Curitiba está prestes a ganhar mais duas reservas naturais particulares. A resposta às solicitações será dada dentro das próximas semanas. Por enquanto, a cidade tem apenas uma Reserva Particular do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM), em Santa Felicidade, autorizada logo após a publicação da lei municipal que regulamenta esse tipo de área, assinada pelo prefeito Beto Richa em dezembro do ano passado.
A matéria estipula que os proprietários de imóvel atingido por bosques nativos relevantes com taxa de mais de 70% de sua área total coberta de vegetação nativa, que não esteja edificado ou no máximo possua uma residência unifamiliar, onde em função da tipologia florestal não é possível efetuar a remoção da vegetação, poderão requerer ao município a transformação da área em RPPNM.
Com a aprovação do requerimento, o proprietário se compromete a cercar toda a área e efetuar a manutenção e guarda do local. De acordo com Alfredo Vicente de Castro Trindade, coordenador técnico de fauna e flora da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a pessoa continua sendo dona do imóvel e recebe vantagens.
''O proprietário tem isenção ou redução do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) sobre a área. Além disso, pode transferir o potencial construtivo da propriedade para outro imóvel ou vender no mercado imobiliário'', explicou Trindade. Segundo o coordenador, o proprietário da RPPNM tem autorização para desenvolver atividades turísticas ou de educação ambiental na reserva.
Trindade apontou que após a implantação da primeira RPPNM muitos empreendedores se interessaram em estabelecer reservas. ''Informalmente, registramos mais de 10 consultas. Formalmente, ocorreram mais duas solicitações, que são estas que estão sendo analisadas'', disse o coordenador. ''O município quer a sociedade civil como parceira na preservação ambiental. Em vez de sermos apenas restritivos, oferecemos incentivos''.

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