Prefeito quer emprego e habitação
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de agosto de 2010
Equipe de Reportagem 
Nas pequenas cidades, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é imprescindível para fechar as contas das prefeituras. Em Inajá, localidade do Noroeste com 2.876 habitantes, a fonte representa quase 90% de todo o orçamento, que é de cerca de R$ 6 milhões anuais. Resta à administração usar a criatividade para atacar as carências da população.
Em seu quarto mandato, o prefeito Nilson Camargo Monteiro (PMDB) conta que a maioria dos trabalhadores se ocupa do corte de cana. Com salários baixos, eles giram muito pouco a economia. Nossa arrecadação, de R$ 50 mil mensais, dá só para a folha de pagamento (53,8%) e o resto é para cumprir as metas com educação e saúde, diz. Para ter um médico-gerente do hospital, Inajá paga R$ 30 mil mensais. Se não for assim, ninguém vem.
Uma antiga dívida com o Fundo Municipal de Previdência barra convênios e há oito anos não é construída uma única casa popular. O Município doou 80 lotes para as famílias construírem com recursos próprios, diz. Rede de esgoto não existe: a população teme a conta no fim do mês.
Para Monteiro, é preciso que os governos Estadual e Federal estimulem a instalação de pequenas empresas nas cidades pequenas. Não há política para atender os pequenos municípios.


