A fonte para uma velhice tranquila, feliz e, quem sabe, longa, é muito simples, garante a pensionista Francisca Coutinho da Silva, de 86 anos: ''O segredo é não ficar choramingando pelos cantos. Temos que viver a vida, porque os aborrecimentos são só pequenas coisas''.
Sua receita para curtir essa etapa com alegria é preencher o tempo. Após a morte do marido, há 20 anos, Francisca diz que vivia quieta em casa, sem querer sair, até que passou a frequentar grupos de Terceira Idade do Sesc. ''Para mim foi muito bom, me deu muito mais força para viver'', elogia. Desde então não parou mais. Passou pelo teatro e coral, fez dança de salão e aprendeu trabalhos manuais. Seu próximo compromisso de destaque será participar da tradicional festa junina no próximo dia 26.
Em casa também sempre arruma alguma coisa para fazer. ''Aqui em casa eu sou a cozinheira e também não dispenso meu crochê. Quando canso, desço para o pátio para conversar com os vizinhos e cuidar das minhas plantas'', enumera. A flor preferida é uma estrela-do-mar, a mesma que o marido tanto gostava. Morando com três filhas e uma neta, Francisca diz que ainda tem vontade de fazer muita coisa na vida.
É justamente esse espírito otimista que ajuda os idosos a viverem melhor, assegura a assistente social e coordenadora dos grupos da Terceira Idade do Sesc, Célia Eiko Miyazaki. Muitos idosos já descobriram essa fonte de juventude. E os grupos do Sesc, onde há 23 anos eram pouco mais de uma dezena de pessoas, hoje já contam com mais de 400 idosos felizes da vida. ''Hoje até já brincam que daqui há um tempo eles vão dominar o planeta'', finaliza.

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