Cláudio Osti
De Londrina
No dia 4 de janeiro, a Seleção Brasileira de Futebol que irá disputar o Torneio Pré-Olímpico desembarca em Londrina e dá a largada para o maior evento esportivo que a cidade já viu – e que é uma conquista e um presente para Londrina, ainda na esteira das comemorações dos 65 anos de fundação da cidade.
No esporte, a cidade não poderia esperar melhor promoção para começar o último ano do milênio. Além da equipe brasileira, vão disputar a seletiva de Londrina as seleções da Colômbia, Venezuela, Equador e Chile. A outra subsede do torneio seletivo será no Paraná – em Cascavel. Lá vão jogar as seleções da Argentina, Paraguai, Peru, Uruguai e Bolívia.
O Brasil estréia no dia 19 de janeiro contra o Chile, no Estádio do Café. Apenas duas seleções se classificam para disputar a Olimpíada de Sydney, na Austrália. As finais desta seletiva sul-americana também serão em Londrina e o sonho dos amantes do futebol é uma final, no dia 6 de fevereiro, entre Brasil e Argentina, no Estádio do Café.
O Pré-Olímpico é importante não só para Londrina e o Paraná. É importante para todo o Brasil. O título de campeão olímpico, que é disputado por jogadores com idade até 23 anos, é o único internacional que o Brasil ainda não tem. Por isso, tudo está sendo preparado criteriosamente para que a Seleção Brasileira possa carimbar seu passaporte para Sydney.
A expectativa da chegada de craques do futebol brasileiro como Alex (Palmeiras), Ronaldinho Gaúcho (Grêmio) e tantos outros é grande pois irá garantir a realização de futebol de alto nível no gramado do Estádio do Café – uma das maiores paixões do londrinense.
A cidade já entrou no clima e está se preparando para receber as delegações e os turistas. Estão sendo aguardados perto de 300 jornalistas do mundo inteiro. Só para as seleções foram reservados mais de 200 apartamentos nos hotéis de Londrina.
Mas não são apenas hotéis e restaurantes que aguardam com ansiedade a chegada das seleções. De um modo geral, todos ganham com o evento. São os taxistas que vão ter mais passageiros para transportar, as operadoras de turismo, o comércio, os prestadores de serviços.
O prefeito Antônio Belinati está entusiasmado com a competição e, principalmente com a exposição que a cidade terá. ‘‘Não há dinheiro que pague o marketing que Londrina vai ganhar no mundo inteiro. O nome da cidade vai ser comentado todos os dias em dezenas de países. Isso é uma coisa maravilhosa, nenhuma prefeitura ou até mesmo um governo estadual teria dinheiro suficiente para pagar uma mídia dessa’’, avalia Belinati.
Belinati não diz quanto a prefeitura está investindo para receber a Seleção, mas garante que é um valor pequeno, comparado com que o Pré-Olímpico trará para a cidade. Segundo ele, a mídia que Londrina terá irá fazer com que ela seja lembrada por muitos anos. ‘‘Por isso temos que dar as melhores condições de trabalho para a imprensa, para que ela saia satisfeita e divulgue o nome da cidade’’.
Conforme o prefeito, o residual de imagem que fica é muito grande e essa exposição toda pode ajudar a atrair novos investimentos para o município. ‘‘Quando as grandes empresas quiserem investir, com certeza, vão se lembrar de Londrina’’, confia o prefeito.
Para conseguir abrigar a sede do torneio internacional, Londrina teve que brigar forte com outras duas cidades: Foz do Iguaçu e Maringá. Foz do Iguaçu já havia recebido a Seleção principal em julho, quando foi realizada a Copa América – e Maringá também colocara seu nome na disputa.
Londrina acabou vencendo por causa da infra-estrutura que a cidade dispõe, como o Estádio do Café, que tem capacidade para 45 mil torcedores, a rede hoteleira, o aeroporto com grande capacidade, além do comprometimento da prefeitura de realizar todas as obras necessárias para que a competição seja um sucesso. ‘‘Nós teremos uma infra-estrutura comparável às melhores cidades do mundo’’, avalia Belinati.

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