Mesmo com as facilidades de comprar comida pronta ou mandar trazer em casa, ainda é grande o número de pessoas que preferem comer fora. Proliferam em Curitiba os restaurantes por quilo e os que oferecem as refeições por um preço fixo independende da quantidade que a pessoa coma. O que conta, para a maioria dos que comem fora todos os dias é o tempo e o preço.
Há restaurantes para todos os gostos e todos os bolsos. Começando pelo Refeições Curitibanas, que cobra R$ 1,00 por almoço. No inverno, oferece também, sopa à noite por R$ 0,50. Por dia são vendidas de 600 a 700 refeições e o cardápio é elaborado pela empresa Risotolândia.
Para as secretárias Elizangêla e Gideonia o restaurante preferido é o Di Fratelli, no Centro Cívico. O cardápio varia bastante e o tempero é bem caseiro
‘‘O sistema é de bandejão. O arroz e o feijão são obrigatórios. As carnes variam sempre, pode ser de boi, frango ou peixe. Além disso oferecemos um acompanhamento e salada. Vem gente de todos os lugares, mas os frequentadores assíduos são os funcionários da Rodoferroviária, o pessoal da construção civil e sempre aparece alguma ‘madame’’’, conta o responsável pelo restaurante Antônio Jamil.
Na Cantina Choppagnat, ao lado da Universidade Tuiuti, o público vem da redondeza - universidade, colégios, órgão públicos e hospitais -. O quilo da comida custa R$ 10,50 e são servidas cerca de 250 refeições por dia. A administração é familiar liderada por Maria José e Gilberto Meira Santos.
Para quem trabalha na região do Centro Cívico há inúmeras alternativas de cardápios. As secretárias Elizangêla Alves da Silva e Gideonia Pereira de Lima elegeram o restauraate Di Fratelli, que serve comida por quilo (R$ 8,50). Uma mora em Colombo e a outra, no Xaxim. ‘‘A gente gosta do tempero e do ambiente. Em geral gastamos R$ 4,00 por dia com o refrigerante’’, diz Elizangêla.
Outra opção atraente é o Restaurante Pamplona, no Centro Comercial Cândido de Abreu. De acordo com a proprietária Nelma Galvão Pull, já existem 200 cardápios elaborados. ‘‘Raramente repetimos e usamos o mesmo sistema há oito anos. Temos três opções de pratos por dia, duas saladas e sobremesas. Procuramos usar pouca gordura e abusar de molhos leves de frutas.’’
A analista de sistemas Cristina Filipak Machado, almoça fora três vezes por semana, nos dias que não tem empregada em casa. ‘‘Gosto de comer em casa, mas todos os dias fica inviável’’, reconhece. Cristina gosta de variar de restaurantes: Pamplona, Chapéu de Palha, De Gutti ou no Mueller.
‘‘Uma vez por mês recepciono um grupo da empresa, que vem de fora e eles sempre elogiam os restaurantes de Curitiba, tanto pela qualidade quanto pelo preço. Sempre escolho um lugar diferente para levá-los e observo a higiene dos lugares’’, conta Cristina.

mockup