A venda de produtos de terceiros em empresas e universidades é proibida na maioria das instituições. Apesar disso, são poucos os casos onde essa prática acarreta sanções mais severas para esses ''comerciantes''. No caso da Global Village Telecom (GVT), por exemplo, a venda de produtos de terceiros é proibida dentro das dependências da empresa.
A direção acredita que liberar essa prática sem ter um espaço adequado para tal (como uma Associação, por exemplo), pode tirar o foco dos funcionários do trabalho. A companhia reconhece que essa prática acontece, mas em geral durante o horário de almoço. Segundo a assessoria da GVT, ''não existem restrições formais a isso porque a empresa conta com o bom senso de seus colaboradores''.
Nas instituições de ensino a relação com essas vendas pode variar. Na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), por exemplo, a prática é proibida durante o período letivo, mas liberada em datas especiais, quando acontece uma ''feira'' onde é possível comercializar produtos diversos previamente cadastrados (e aprovados) pela prefeitura do campus. Também existe um mural de recados no website da UTP onde é possível anunciar produtos para venda.
Na Unibrasil também existem datas onde o estudante pode comercializar seus produtos, mas a proibição é mais severa. Recentemente foi instaurado um processo administrativo contra uma aluna que foi pega vendendo bombons no campus.
Segundo o diretor de planejamento da entidade, Alessandro Kinal, a proibição se deve ao perigo de infecções causadas por algum alimento comercializado dentro da Unibrasil ser de responsabilidade da instituição. ''Controlamos a qualidade dos alimentos de cinco cantinas, que têm alvará da vigilância sanitária, Não temos como liberar um produto sem controle'', afirma. (A.A.)

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