Prata da casa
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segunda-feira, 13 de setembro de 2004
Da Editoria 
Para os modelos em início de carreira, o Catuaí Collection é um upgrade no currículo. ''É um evento que te dá nome. Virou uma referência para o mercado'', conta a veterana Francine Carneiro, que desfila desde a primeira edição. Ela comenta que, entre os new-faces, ser aprovado no casting é uma conquista e tanto. ''Eles ficam numa ansiedade muito grande'', diz.
''É a nossa semana de moda e acho que demorou para Londrina ter um evento desse porte. A cada ano, a produção vai ficando melhor'', obseva Aline Freitas, 23 anos, que participa do evento pela terceira vez. Ela já desfilou em São Paulo e em outros grandes centros e diz que, melhor ainda, é poder dormir em casa depois da maratona. Na capital paulistana, a concorrência é mais acirrada e a experiência de ter participado do Catuaí Collection conta pontos.
Altura e peso ideais, corpo, pele e cabelo bem cuidados, músculos definidos e a largura padrão dos quadris (90 cm), quando se trata delas. Ah, claro, a beleza nos traços... Tudo isso vale muito na carreira escolhida por estes jovens. Engana-se quem pensa que modelo leva uma vida cheia de mimos e artifícios de beleza. ''Tem que ter muita disciplina. É extremamente cansativo porque ensaiamos o dia todo para à noite, no desfile, ainda aparecer bem'', diz Aline.
''A era Gisele Bundchen já passou''
Há ainda as intermináveis provas de roupa e o produtor dizendo que há quilos a serem perdidos. Este, aliás, é sempre um problema. Gabriela Salvador, 15 anos, que estréia no Catuaí Collection, tem que perder sete quilos para tentar a carreira internacional. Detalhe: ela tem 1,77m e pesa só 54 quilos. Já os meninos não têm muito do que reclamar. ''O peso não interfere tanto. É preciso ter músculos definidos e 1,85m de altura, em média'', ensina Nilson Caetano, de 27 anos.
Para estes jovens, Ana Hickmann, Gisele Bundchen, Paulo Zulu, Álvaro Jacomossi e os londrinenses Michele Alves e Fábio Delai servem de inspiração, mas o segredo está em buscar a identidade de cada um, sem copiar ninguém. ''A era Gisele Bundchen já passou. Hoje, ninguém mais caminha como ela'', diz o produtor Marcelo Fagundes, lembrando a época (bem recente) que todas as modelos tentavam imitar a uber model.
A carreira rende também situações inusitadas. Débora Klein, que ficou quatro meses na China, conta que já se viu obrigada a desfilar modelos confeccionados a partir de lixo reciclado. O estreante Vinícius Cavalheri, que desfila pela primeira vez no Catuaí Collection, tem outra boa para contar. ''Uma vez entrei com o zíper da calça totalmente aberto na passarela'', lembra. E só foi dar conta do 'acidente', quando já estava no camarim. (Colaborou Rosângela Vale)


