PR lidera preferência de montadoras
Israel Reistein
O Paraná vai receber a maior parcela dos novos investimentos aplicados pelas indústrias automotivas do País. Ao todo, R$ 3,1 bilhões vão ser investidos pelas empresas do setor, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba (Sul). Somados a esse aporte de capital, outros R$ 1,4 bilhão chegam com a instalação de 15 indústrias satélites. ‘‘É um grande impacto na economia estadual, que faz com que o perfil tradicional do Paraná, centrado no agribussines, ganhe maior valor agregado’’, avalia o coordenador da área de Conjuntura Econômica do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), Gilmar Lourenço.
Apenas com a arrecadação anual de ICMS, a Secretaria de Planejamento prevê que as montadoras gerem perto de R$ 800 milhões. Além disso, a previsão de incremento de receita adicional de R$ 1 bilhão com outros tipos de impostos, decorrente de outras atividades vinculadas ao atendimento das montadoras. Em empregos diretos gerados pelo setor, a expectativa é que 74 mil vagas sejam abertas, tanto de cargos diretos como indiretos. ‘‘Pode-se considerar essa fase econômica como a mais forte do ciclo industrial do Paraná, porque as indústrias locais estão conseguindo se incorporar a esse processo’’, avalia Pedro Andreolli, diretor do Centro Automotivo do Paraná.
De acordo com o Sindimetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e Material Elétrico do Paraná), 20% das empresas do segmento de metalurgia e mecânica da RM já estão negociando com as montadoras para se enquadrarem como fornecedores ou com grandes fornecedoras para tercerizarem partes de componentes. Estudos do Sindicato prevêem que este percentual deve dobrar dentro de cinco anos.
Os investimentos das montadoras tornaram o Paraná o segundo pólo automobilístico brasileiro. Contando com a Volvo, que se instalou na década de 70, existem na região quatro montadoras - Chrysler, Renault e Audi/Volkswagen. Também, na Região Metropolitana, instalaram-se fornecedoras nos municípios de Campo Largo, Campina Grande do Sul, São José dos Pinhais, Mandirituba e Araucária, além de Ponta Grossa e Irati. Dados da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) indicam que, da segunda metade de 1999 ao ano 2000, o Estado responderá por um terço dos veículos fabricados no Brasil.

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