PR é pioneiro na fabricação do antídoto para loxosceles
Antes do surgimento do soro antiofídico adequado, o tratamento médico de urgência das pessoas atacadas pela pequena aranha marrom era feito com soro não-específico para acidentes com a Loxosceles, que tinha de ser adquirido no Instituto Butantã de São Paulo.
Agora, com o soro antiloxoscélico desenvolvido pioneiramente no Brasil por cientistas paranaenses do Centro de Produção e Pesquisa Imunobiológica da Secretaria Estadual da Saúde (CPPI), o paciente não precisa mais se expor a outros tipos de anticorpos desnecessariamente.
Para produzir um lote do antídoto, é preciso coletar o veneno de 8 mil aranhas, extraído através de eletrochoque. Depois é feita a seleção de cavalos com 3 a 4 anos de idade que são utilizados para a imunização. Eles recebem cinco doses do veneno diluído, com intervalo de sete dias entre as aplicações.
Quando a produção de anticorpos atinge o nível necessário, é realizada a sangria para a obtenção do plasma imunizado.
Antes de ser colocado à disposição dos postos de saúde e serviços de atendimento, o soro passa por uma série de processos de purificação e controle de qualidade, para garantir sua segurança dentro das normas nacionais e internacionais.





