Postura questionadora
''O justo viverá por fé''. Apoiando-se nessa passagem bíblica, o padre católico alemão Martinho Lutero (1483-1546) justificou seu repúdio ao mercantilismo da Igreja e fundou as bases da Reforma Protestante do século 16.
Naquela época, representantes da Igreja vendiam cartas de perdão aos pecadores, as chamadas indulgências. Preocupado com a salvação, Lutero entendeu que Deus, em sua misericórdia, aceita o pecador através da fé em Cristo - e não por meio de obras.
Questionador e combativo, Lutero comprou briga com o Papa, foi excomungado e passou a lutar por uma série de mudanças. Entre elas a tradução da Bíblia do latim para outros idiomas, o fim do celibato obrigatório para sacerdotes e o incentivo à criação de escolas.
Suas idéias logo se espalharam mundo afora e deram origem ao Luteranismo. Atualmente, estima-se que existam 250 ramos luteranos em todos os continentes, totalizando mais de 90 milhões de fiéis.
No Brasil, as primeiras comunidades surgiram no século 19, fundadas por imigrantes alemães. Hoje, há cerca de 1 milhão de luteranos no País, a maioria dividida em dois grandes grupos: Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e Igreja Evangélica Luterana do Brasil (Ielb).
O IECLB, de maior penetração e influência, tem raízes européias e se destaca por sua postura ecumênica. Já o Ielb, de origem norte-americana, caracteriza-se por fazer uma leitura mais literal da Bíblia. A Comunidade do Redentor é ligada ao primeiro grupo. (O.G.)





