A localização do município de São José dos Pinhais - próximo ao Porto de Paranaguá e ao Aeroporto Afonso Pena - aliada à estrutura viária do Estado e à proximidade com os países do Mercosul foram fatores decisivos para a Renault se instalar no Paraná. A avaliação foi feita pelo governador Jaime Lerner e confirmada pelo diretor-presidente da Renault, Louis Schweitzer.
Segundo Lerner, o Estado atendeu a todas as exigências da montadora francesa. ‘‘A infra-estrutura do Estado desequilibrou a nosso favor’’, garantiu o governador Lerner. No início das negociações, a Renault estava dividida entre os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo.
Mas dos Estados que disputavam a fábrica, apenas o Paraná reunia as condições impostas pela multinacional. O Rio Grande do Sul atendia a exigência de ter uma posição estratégica em relação ao Mercosul, mas não dispunha de um porto capacitado para atender a montadora. Este fator também prejudicou Minas Gerais.
Os franceses se interessaram pela facilidade de escoamento da produção, já que o Porto de Paranaguá fica a 60 quilômetros da futura fábrica. A indústria vai ter, inclusive, um ramal ferroviário de seis quilômetros, que ligará o pátio da fábrica à ferrovia Curitiba-Paranaguá.
Albari RosaEscoamentoA Renault está sendo construída em área próxima às principais estradas do Estado
Em malha viária, o Paraná também atendeu aos interesses da Renault. O Paraná tem 12,7 mil quilômetros em estradas asfaltadas, contra 8,9 mil do Rio Grande do Sul. A montadora está sendo construída próxima às principais rodovias do Estado e do País.
A fábrica fica entre a BR-376 - que dá acesso ao Sul do País - e à BR-277, que liga Curitiba ao Porto de Paranaguá ou, então, à fronteira com o Paraguai e a Argentina. Já a BR-116 - que liga Curitiba a São Paulo - está a menos de dez quilômetros do local da instalação. A rodovia é a porta de entrada para os principais pólos consumidores do País, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Na comparação com o Rio Grande do Sul, o Paraná fica na frente ainda em potência instalada, cinco vezes mais que o Rio Grande do Sul. Em número de telefones o Paraná tem 9,9 por 100 habitantes, enquanto o Estado gaúcho tem 7,9. E o crescimento da renda per capita no Estado entre 1970 e 1994 foi de 231,4% contra 96,6%.

mockup