Quem nunca sonhou em passar uma temporada com uma bolsa de estudos em outro país? Esta opção - conhecida por formato sanduíche - existe e está ao alcance de quem cursar uma pós-graduação stricto sensu. Mário Sérgio Mantovani, pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação (Proppg) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), explica que tudo depende do plano de trabalho do aluno. ''São considerados critérios como disponibilidade da vaga, parceria e convênio com a universidade ou instituto de pesquisa no exterior e, sobretudo, propósito do intercâmbio.''
Tendo estas questões favoráveis, caso o aluno não tenha condições de bancar os custos da temporada, pode se submeter a uma vaga de bolsa de estudo. ''Uma das metas atuais do governo federal é um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que visa estimular os intercâmbios. Somente para este ano, na UEL, foram abertos editais disponibilizando 34 bolsas de graduação e duas bolsas para cada curso de pós-graduação'', revela o pró-reitor.
Atualmente, a universidade possui 40 cursos de mestrado e 17 de doutorado. O aluno pode obter todas as informações junto à coordenadoria do próprio curso.
A duração do intercâmbio varia de acordo com cada projeto de pesquisa - em geral, um ou dois semestres, que são contabilizados na carga horária da instituição brasileira. ''Quando acabar a temporada, o aluno volta e continua normalmente aqui para defender a tese. O diploma é concedido pela instituição do Brasil'', complementa Mantovani. O formato sanduíche ainda não é disponível para as especializações. Estas, porém, podem ser integralmente cursadas no exterior com regulamentações diferentes do Ministério da Educação (MEC).

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