Para quem está ingressando na universidade, esta pode ser uma grande chance de agregar mais uma experiência na vida pessoal e acadêmica: o intercâmbio. Além de alunos de pós-graduação, alunos de graduação também podem encontrar na universidade a oportunidade de estudar um ano no exterior, sem prejudicar o programa do curso. No total, a UEL possui 64 convênios com universidades de 18 países.
"Os estudantes de todos os cursos de graduação têm grande possibilidade de ter parte do programa de graduação feito no exterior. Não é mais uma coisa destinada a uma elite", ressalta o diretor da Assessoria de Relações Internacionais (ARI) da UEL, Manuel Simões. Para tanto, o aluno pode contar com a ajuda de bolsas do governo federal, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e de empresas privadas com as quais a universidade mantém convênio.
Simões cita o programa federal Ciência sem Fronteiras, que permite ao aluno do segundo ao terceiro ano de áreas como engenharias e demais áreas tecnológicas, Ciências Exatas e da Terra, Computação e Tecnologias da Informação, Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde, entre outras, estagiar pelo período de um ano em instituições de pesquisa no exterior. O governo federal subsidia passagens, mensalidade de bolsa, auxílio instalação, auxílio material didático e seguro saúde.
A universidade também possui convênio com o banco Santander, que concede subsídios para que cinco alunos da instituição estudem em universidades do México a cada ano. A partir deste ano, a instituição também deverá participar do programa de Licenciaturas Internacionais, do governo federal, por meio do qual alunos de cursos de licenciatura também poderão estudar no exterior, afirma Simões.
O diretor da ARI ressalta que o estudante não terá que exceder o tempo do curso por causa da viagem. Se o curso tem quatro anos de duração, mesmo passando um ano fora, o aluno se formará dentro deste prazo – a universidade deve aceitar as disciplinas cursadas no exterior e incorporá-las à carga horária do aluno.
Filho de uma empregada doméstica e de um metalúrgico, Rodrigo César Moreira Alves, estudante de Zootecnia da UEL, está em Montpellier, na França, estudando no Centro de Estudos Superiores em Ciências Agronômicas (SupAgro) junto a outros colegas do curso.
A viagem foi possível devido a um programa da Capes, o Brafagri, em parceria com a Direção Geral de Ensino e Pesquisa (DGER), o Ministério da Agricultura e Pesca (MAP) e o apoio do Ministério das Relações Exteriores (MAE) da França. O programa de parceria universitária permite o intercâmbio de estudantes das áreas de Ciências Agronômicas, Agroalimentares e Veterinária com direito a bolsas de estudo e apoio financeiro.
"Nunca estudei em um colégio particular e nunca tive a oportunidade de fazer outras língua quando era menor, mas com o suor do meu trabalho e meu esforço consegui chegar onde cheguei, e dar essa felicidade aos meus pais não tem preço", declara Alves.

Como proceder
Os alunos interessados em fazer intercâmbio devem procurar a Assessoria de Relações Internacionais (ARI), orienta Marina Phônlor Lemos, secretária do departamento da UEL. O processo, segundo ela, não é rápido, e pode demorar até seis meses dependendo da instituição. Por isso, é importante procurar a ARI com antecedência. Por outro lado, ela diz que é muito difícil o pedido de intercâmbio ser recusado - as faculdades estão muito abertas para receber os estudantes. "Essa internacionalização entre instituições está em alta", afirma.

Imagem ilustrativa da imagem Portas abertas para intercâmbios
| Foto: Rei Santos
Manuel Simões, diretor da ARI: "Programa é aberto a todos os alunos de graduação, não é mais uma coisa destinada a uma elite"
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