Portão aberto para o comércio
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
André Amorim<br>Equipe da Folha 
Manoel Fernandes Cavalero, de 59 anos, mora na Vila Santa Maria, mas há 13 anos ele desloca sua kombi de caldo de cana para vender o produto no bairro Portão, na região oeste da cidade. Aqui tem muito mais movimento, explica o comerciante, que afirma vender cerca de 200 copos de garapa por dia. Questionado sobre a origem do nome do bairro, ele não faz feio: Chama Portão porque tinha uma linha de trem que passava por aqui e cruzava um portão lá na frente. De fato, segundo o site da prefeitura de Curitiba, em meados do século XIX, a passagem e o comércio de animais procedentes de Curitiba e dos Campos Gerais levou à instalação de um posto de fiscalização na região (...) em 1893 a estrada de ferro que ligava Curitiba a Paranaguá foi prolongada pelo interior até Ponta Grossa, passando pela região onde hoje é o bairro do Portão, dando origem à cancela ferroviária.
Hoje, o Portão não é mais conhecido pelo equipamento que lhe conferiu o nome, e sim pela pujança do comércio local. Além do Shopping Total, em breve o bairro abrigará um dos maiores shoppings centers do Brasil, o Palladium, que atualmente está em fase de construção. Além desses centros, calcula-se que existam mais de 1.800 postos de comércio na região. Tem de tudo, afirma o missionário Helmut Klassin, que mora no bairro há mais de uma década. Para ele, outra vantagem é a concentração de bancos
ao longo da avenida República Argentina. De acordo com a prefeitura de Curitiba, são 18 agências. Nem precisa sair do bairro, diverte-se.
Outro ponto bastante conhecido é a Igreja Senhor Bom Jesus, mais conhecida como Igreja do Portão. Construída em 1916, ela foi tombada como patrimônio histórico da cidade. Em fevereiro deste ano, um incêncio destruiu grande parte da edificação, que hoje já está recuperada.


