Com o tempo, Mara passou a ser vista como uma espécie de referência no Brasil quando o assunto são pesquisas na área de biotecnologia. Em 2003, ela participou de um experimento do Hospital das Clínicas de São Paulo em pacientes com traumatismo na medula.
Células-tronco foram extraídas do seu próprio corpo e implantadas através da artéria femoral. O objetivo era que elas irrigassem a medula espinhal no local da lesão e aumentassem a sua sensibilidade. De seis em seis meses ela volta ao HC para avaliações.
''Nos exames que eu fiz antes do implante a frequência de sensibilidade foi zero. Depois, ele passou a ter frequências positivas'', comenta Mara, com um sorriso cheio de esperança. Após a experiência, ela passou a ser muito procurada por outros deficientes físicos.
Nessa época, o seu site www.maragabrilli.com.br e a página de sua ONG (www.ppp.org.br) foram muito importantes para ela estabelecer um diálogo com outros cadeirantes. O site pessoal, como ela admite, está um pouco largado e não é atualizado á um bom tempo. Ela diz receber cerca de 160 e-mails por dia e, segundo jura, todos são respondidos, seja por ela ou por sua equipe.
São muitas perguntas sobre pesquisas, onde comprou a cadeira ou como ela faz para manter a musculatura em forma.''As pessoas me descobrem por razões diferentes. Acho que é porque eu me fiz muito de objeto de estudo e isso fez com que eu acumulasse muita informação para passar'', diz.(A.E.)

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