Por uma boa causa
Por que poluir e congestionar ainda mais o centro da cidade se eu posso ir de bicicleta? É esse pensamento que levou o advogado Roger Stricker Trigueiros a adotar a bike como veículo de transporte para o trabalho. Muito mais ágil que os carros nas movimentadas ruas e avenidas da cidade, a bicicleta o transporta quase todos os dias faça chuva ou faça sol para o escritório, localizado a poucas quadras de casa, para audiências no Fórum e na Justiça do Trabalho e, sobretudo, para as aulas de Direito, que leciona na Faculdade Pitágoras, às margens da PR-445, Zona Sul.
Seria uma cena relativamente comum se, além do capacete, Trigueiros não estivesse muitas vezes usando traje social com gravata e, até mesmo, terno. "Na Europa, é comum advogados e até juízes usarem a bike para irem ao trabalho", diz ele. "Precisamos trocar a cultura do eu pela cultura do coletivo; no Brasil, usa-se o carro quase sempre como status, para aparecer."
Pedalar para o trabalho parece ser uma extensão das atividades esportivas que cercam o dia a dia deste advogado que, na juventude, integrou o time de juniores do Londrina Esporte Clube (na mesma época em que o Tubarãozinho revelou o atacante Elber) e que hoje, aos 41 anos, pratica triatlo regularmente. "Sempre fui ligado ao esporte", diz ele. "Então, a partir do momento em que comecei a trabalhar, decidi usar a bicicleta como meio de transporte."
Roger Trigueiros acredita que muito mais gente faria o mesmo se houvesse mais ciclovias em Londrina. "É possível interligarmos as regiões norte-sul e leste-oeste com ciclovias", ele propõe. "Na (avenida) Higienópolis, por exemplo, a prefeitura poderia fechar uma das faixas para os carros e destiná-las para as bicicletas."
E a segurança no trânsito para os ciclistas? "Em todo esse tempo que ando de bicicleta, os poucos tombos que levei foram por erros meus. A situação ainda está longe do ideal, mas já estão respeitando mais quem anda de bike. Dá para andar na boa."





