Considerada a principal organização não-governamental de ajuda médica no mundo, a Médicos Sem Fronteiras foi criada em 1971 na França, por médicos e jornalistas que haviam trabalhado em Biafra, na Nigéria, junto às vítimas da guerra civil.
Indignados com as situações que haviam presenciado, decidiram criar uma organização que pudesse levar cuidados médicos para quem precisa, de forma rápida e eficaz, ao mesmo tempo em que chamasse a atenção para o sofrimento das populações atendidas.
''Trata-se de uma associação independente de política e qualquer outro tipo de discriminação voltada a atender, principalmente, num primeiro momento, pacientes de conflitos armados. Como geralmente os dois lados dos conflitos não queriam dar um cessar-fogo, fazia-se necessária a criação de uma organização que pudesse ingressar nessas áreas e atender os feridos. O testemunho do médico sem fronteiras é algo muito forte, pois ele leva cuidados à população com estresse, sendo vítima de guerras ou doenças'', explica Samuel.
Atualmente, a MSF - vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 1999 - está presente em 70 países, incluindo o Brasil. Os tipos de situação que mais requerem os cuidados da ONG são os conflitos armados, deslocamentos de populações e catástrofes naturais; fomes, epidemias e doenças negligenciadas, como cólera, sarampo, desnutrição, HIV/Aids, doença do sono, entre outras, além de situações de exclusão. (T.N.)

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