A tecnologia para irmã Clara vai além do notebook. Ela também é adepta da telefonia móvel e usa o aparelho não só para se comunicar, como também ouvir música, tirar fotografias (‘‘mando torpedo-zinhos’’) e usar o e-mail às vezes, mas, como ela diz, ‘‘é um pouco lento’’.
  E videogame, a irmã joga? ‘‘Acho que o bom uso desse equipamento pode desenvolver muito a mente das pessoas’’, acredita Clara, que afirmou apenas já ter experimentado o bom e velho ‘‘Paciência’’. Entretanto, a freira faz um alerta aos pais: ‘‘Jogos em que pessoas matam as outras por diversão não deveriam ser colocados à disposição de uma criança’’.
  Apesar de ter uma vida tão ligada à tecnologia, Clara crê que nada substitui o contato com as pessoas. ‘‘Por mais que tenhamos o virtual, precisamos do real. E eu valorizo muito isso ’’
  Longe do computador e da internet, irmã Clara gosta de cantar, tocar violão, ler livros de auto-ajuda e sobre psicologia -e, principalmente, fazer caminhadas (momento em que dispensa toda e qualquer traquitana tecnológica, inclusive o iPod): ‘‘Nessas horas, gosto de poder ver e conversar com as pessoas, bem como de ouvir os sons da natureza. É o meu momento de descansar a mente’’, confessa.
  Essa simpática senhora é, sem dúvida, um exemplo vivo e acabado de que tradição e modernidade podem caminhar juntas e em harmonia. (B.G./A.E.)

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